Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 4.803 mortes associadas à COVID-19 e 312.553 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

Em relação a quinta-feira, registaram-se mais 79 óbitos, 4.935 infetados e 5.020 recuperados. Ao todo há já 234.038 casos de recuperação assinalados em território nacional.

A região Norte, com 2.577 novos casos, representa a maioria (52,2%) dos episódios de infeção relatados nas últimas 24 horas.

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 2.300 óbitos (+45 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (1.686 +15), Centro (621 +14) e Alentejo (122 +1). Pelo menos 54 (+3) mortes foram registadas no Algarve. Há 18 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se dois óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.295 doentes internados, menos 35 que ontem, e 526 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que na quinta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 73.712 casos ativos da infeção em Portugal – menos 164 que ontem - e 77.643 pessoas em vigilância pelas autoridades – menos 345.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 164.463 (+2.577), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (102.468 +1.508), da região Centro (31.496 +626), do Alentejo (6.537 +111) e do Algarve (5.529 +73). Na Madeira existem 938 (+14) casos confirmados e nos Açores 1.122 (+26).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 3.162 3.221 (+59) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (984+15), entre 60 e 69 anos (400 +4), entre 50 e 59 anos (139 +1) e 40 e 49 anos (45 =).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 2.502 (+40) são do sexo masculino e 2.301 (+39) do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 52.491 (+878) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 49.251 (+649), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 47.685 (+723).

Desde o início da pandemia, houve 137.817 (2.142) homens infetados e 169.459 (+2.752) mulheres, sendo que se desconhece o género de 5.277 (+41) casos.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

Mais de 65 milhões de casos de COVID-19 e mais de 1,5 milhões de mortes foram oficialmente detetados em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo a contagem feita pela agência France-Presse hoje às 11:00. Pelo menos 1.507.480 pessoas morreram e mais de 65.202.960 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais 41.422.500 são já considerados curados.

Esse número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de infeções. Alguns países testam apenas os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de teste. Hoje, foram registados 12.658 novos óbitos e 669.926 novos casos em todo o mundo.

A região da América Latina e Caraíbas é a mais afetada no mundo, com 454.149 mortos, seguida da Europa (432.491 mortes), da região dos Estados Unidos e Canadá (288.781), Ásia (197.750), Médio Oriente (80.517), África (52.850) e Oceânia (942).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 276.401 óbitos em 14.147.731 infeções, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos EUA, seguem-se o Brasil, com 175.270 mortes e 6.487.084 casos, a Índia, com 139.188 mortes (9.571.559 casos), o México, com 108.173 mortes (1.144.643 casos) e o Reino Unido, com 60.113 mortes (1.674.134 casos).

Entre os mais afetados, a Bélgica é o que tem mais mortos em relação à sua população (147 mortos por 100.000 habitantes), seguida do Peru (109), Espanha (98) e Itália (96).

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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