Cansada da menstruação?

Com o método certo, pode pará-la, mas será que é (mesmo) seguro? Conheça a opinião de duas conceituadas ginecologistas-obstetras portuguesas.

Interromper a menstruação durante longos períodos de tempo, com a devida avaliação e orientação, pode ser uma opção segura para as mulheres que não gostam de menstruar ou querem evitar a síndrome pré-menstrual. Menstruar todos os meses é um mecanismo natural do nosso organismo mas, para algumas mulheres, pode ser também a causa de dores de cabeça, dores abdominais ou dismenorreia (as conhecidas dores menstruais), irritabilidade, acne, entre outros sinais que caracterizam a típica síndrome pré-menstrual.

Para outras mulheres, só o facto de terem o período menstrual já é uma verdadeira dor de cabeça, um desconforto que condiciona o dia a dia e um entrave para as noites românticas. Se se identifica com algum destes casos, temos uma boa notícia para si. Pode interromper a menstruação, sem riscos ou efeitos secundários, durante meses ou anos, como preferir.

Explicamos-lhe tudo de seguida, para que possa tomar a melhor decisão para si. Quem sabe se este artigo não é o início do fim dos dias mais aborrecidos do mês? Veja também o que ingerir para combater a síndrome pré-menstrual e saiba quais são as melhores canções para ouvir no período pré-menstrual.

Como posso parar a menstruação?

Em primeiro lugar, deverá consultar o seu médico de família ou ginecologista para que este possa avaliar o seu caso. Só ele, com base na sua história clínica e estilo de vida, poderá definir a melhor opção para si. A interrupção é feita com a toma contínua de métodos contracetivos hormonais, geralmente uma pílula com uma composição específica que é recomendada para estes casos.

«Se a mulher se sentir confortável com o método, não há problema nenhum em parar a menstruação», assegura a ginecologista Maria do Céu Santo. No entanto, a supressão da menstruação deverá ser sempre feita com o devido acompanhamento médico, respeitando as consultas de rotina (uma vez por ano, na ausência de alterações).

«A mulher deve ser observada, pelo menos, uma vez por ano e deverá recorrer sempre ao médico, se notar alguma alteração», indica a especialista. No fundo, cuidados que já se incluem nas recomendações genéricas e que não representarão nenhuma mudança na sua rotina.

Que método devo escolher?

A menstruação pode ser interrompida através da toma continuada da pílula combinada (com progestativos e estrogénios), aquela que é habitualmente usada para tomar durante 21 dias por mês, mas só de forma pontual, «numa situação de emergência, se for de férias ou de lua de mel», aconselha Maria do Céu Santo. Se pretender parar o período menstrual durante mais tempo, deverá optar por uma pílula de composição específica (aquela que contém apenas progestativos), particularmente recomendada para estes casos.

«Por conter apenas progestativos, os efeitos secundários, habitualmente associados à pílula combinada, são menores», explica a ginecologista. Mas para quem não gosta de tomar a pílula ou para quem está contraindicada (fumadoras com mais de 35 anos, por exemplo), existem métodos alternativos. É o caso do implante subcutâneo com uma duração de três anos e do dispositivo intrauterino (DIU ) com um efeito de cinco anos, que libertam diariamente pequenas doses de um derivado de progesterona.

A escolha deve ser feita com orientação médica e dependerá da reação de cada organismo. Maria do Céu Santo ressalva que «teoricamente, as mulheres deixam de menstruar, mas nem todas». «Algumas deixam só ao fim de alguns meses e outras podem ter perdas de sangue pontuais», sublinha ainda a especialista.

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