O (muito) que há para fazer no último trimestre de gravidez

À medida que a hora do parto se vai aproximando, surge o chamado instinto do ninho. Nesta fase, a grávida parece recobrar toda a sua energia e dedica-se a organizar a casa.

Picture of pregnant woman holding heart sign to one side

Neste último trimestre, uma cascata de alterações hormonais prepara e motiva a mulher para a maternidade. Os últimos dias da gravidez podem tornar-se numa lufa-lufa constante para embelezar e limpar a casa. Mesmo já pesada, a grávida parece ter readquirido todas as suas forças e não há nada que a pare. Quer preparar a casa para receber o bebé e esquece que deve poupar todas as suas forças para o momento do parto.

Embora seja importante no período que antecede o parto para facilitar o desencadear do mesmo, que a futura mãe tenha uma atividade moderada, como seja dar pequenos passeios a pé e fazer caminhadas ligeiras. Verifica os mais ínfimos pormenores, faz e desfaz a mala do bebé vezes sem conta, arruma as gavetas do seu quartinho e passa uma ronda por toda a casa para verificar se está tudo no lugar.

Nesta etapa da gravidez, a futura mãe sofre novamente uma grande alteração hormonal, uma descida dos níveis de progesterona e o aumento de outra hormona, a ocitocina, que irá começar a produzir as primeiras contrações uterinas. Neste último mês, quando o bebé se prepara para nascer, é habitual que, devido ao peso que sofre sobre a bexiga, a grávida não consiga dormir confortavelmente.

Os sonhos e os pesadelos das últimas semanas

Na reta final da gravidez, a futura mãe tem de se levantar muitas vezes durante a noite para ir à casa de banho. Também é muito comum ter sonhos e, às vezes, até pesadelos, relacionados com o nascimento do bebé. Deita-se e, como não consegue adormecer facilmente, pensa no seu bebé e em como será a sua atitude como mãe. Este tipo de pensamentos é comum à maioria das mulheres.

As alterações hormonais que ocorrem durante esta fase, também podem provocar, uns dias antes do parto (15 dias aproximadamente), contrações uterinas esporádicas de curta duração que inicialmente são referidas pela grávida apenas como a barriga a ficar dura e, à medida que o dia do parto se aproxima, a contracção uterina vai sendo acompanhada de alguma dor, para preparar a dilatação do colo uterino para permitir a descida do bebé pelo canal de parto.

Nas duas semanas que antecedem a data provável do parto para além das contracções atrás referidas, também pode ocorrer a expulsão do chamado rolhão mucoso (substância gelatinosa que pode ser ensanguentada e acastanhada). Quando começam a surgir os primeiros sinais de que o parto se aproxima, as grávidas, principalmente que vão ter o primeiro bebé, podem sentir alguma insegurança mas não devem ir logo a correr para a maternidade.

Veja na página seguinte: Os sinais que devem levar a grávida de imediato à maternidade

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