Gravidez não é desculpa para não praticar exercício

O prestigiado American College of Obstetrics and Gynecology defende a realização de atividade física nos meses de gestação. Mas há precauções a ter e modalidades a evitar

O exercício físico regular é benéfico para a saúde e o bem-estar da mãe e do bebé. Este contribui para que não haja aumento excessivo de peso, pressão arterial alta, diabetes gestacional, fadiga, má circulação (principalmente nos membros inferiores), cãibras, lombalgias, dor ciática, obstipação, falta de ar e até alterações do humor, muito comuns na gravidez. As recomendações do prestigiado American College of Obstetrics and Gynecology (ACOG) sugerem que a futura mãe deverá ser encorajada a realizar atividades físicas de média intensidade.

«O exercício apropriado melhora as condições cardiorrespiratórias, proporcionando um coração e pulmões fortes, bem como a eficiente circulação e utilização de oxigénio, componentes importantes para uma gravidez confortável e um trabalho de parto ideal», refere Paula Santos, personal trainer, osteopata e formadora da rede de academias Holmes Place. Um sistema cardiovascular saudável é importante porque assegura um transporte mais eficaz de sangue para a placenta, fornecendo oxigénio e nutrição para o bebé.

«Uma melhor condição física leva a menos cansaço, boa postura, a músculos mais tonificados e leva a uma melhor preparação na exigência do trabalho de parto», refere ainda. Segundo alguns médicos e especialistas os benefícios do exercício físico durante e após a gravidez são:

- Melhoria da capacidade aeróbia e muscular.
- Maior facilidade na recuperação depois do parto.
- Melhoria do bem-estar físico, reduzindo os seus níveis de stresse, ansiedade e depressão.
- Manutenção de hábitos de vida saudáveis.
- Maior facilidade no regresso aos seus níveis normais em termos de peso, força e flexibilidade.
- Menor intervenções do obstetra.
- Menos dores durante as fases da gestação.
- Maior controle do peso.
- Melhoria da digestão e redução da obstipação
- Maiores reservas energéticas.
- Redução da circunferência abdominal no pós-parto.
- Redução das dores nas costas durante a gravidez.
- Melhoria da circulação sanguínea, levando a uma redução de edemas e cãibras nas pernas.
- Melhoria do equilíbrio muscular.
- Músculos da região pélvica mais fortes.

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