Crónicas Maria de Lurdes Monteiro

Mãe, hoje também avó, foram muitas as crianças e adolescentes que fizeram parte da minha vida, dentro e fora da escola. Em diferentes contextos, no Ensino Básico. Agora, porque acredito que os pais querem tomar parte no reinventar da escola que temos, o meu propósito é trazer questões do quotidiano escolar para a reflexão. Questões que tocam a vida das famílias e dos seus filhos.

  • Sucesso escolar, sr. ministro? Comece-se pelo 1º ciclo!

    Todos sabemos que uma casa não se constrói a partir do telhado mas a partir dos alicerces. É verdade que há muito que mudar no sistema de ensino, mas se não encararem as mudanças a fazer no 1º ciclo esqueçam... o que vier depois serão remendos quando o sentimento de insucesso e a rejeição à escola já está instalada, diria mesmo enquistada.

  • Abençoada Gulbenkian

    Já sabemos que é uma bênção ter a Gulbenkian em Lisboa a servir Portugal. Sente-se uma redobrada alegria ao ver que torna possíveis projetos que semeiam o futuro, que nos trazem esperança para a Educação.

  • Mãe, pai, já estudei!

    Eis uma frase que todos os pais conhecem. Grande parte das vezes ouvir esta frase significa “mãe, pai, já li”. E é ver os pais ­perplexos e pensativos interrogando-se como pode ter o filho já ter estudado se passou tão pouco tempo desde o momento em começou a estudar.

  • A dança dos rankings

    Tendo decidido não escrever sobre os rankings mudei de ideias depois de ler o  texto de opinião do Secretário de Estado de Educação João Costa “ O que os rankings não dizem” e da reportagem do Público sobre a Escola de Porto de Mós.

  • Ser chumbado aos sete anos de idade

    Quem tem legitimidade para, no início de um período de 12 anos de escolaridade dizer “ por ora vais ser deixada para trás” ?

  • Fala-se tanto em felicidade...

    Gosto da Repartição de Finanças onde trato dos meus assuntos. Sou uma cidadã comum e sempre fui tratada com cortesia e esclarecida nas minhas dúvidas. Mas vamos agora ao tempo de espera.

  • Os espaços de intervalo e de recreio contam. E muito

    O recreio ao ar livre é um dos grandes palcos de aprendizagem, é um espaço educativo para a criança fazer brincadeiras que são experiências importantes para desenvolver a criança e o aluno. Porque se quer que uma e outra coexistam, pacificamente.

  • O seu filho não nasce aluno

    A criança entra na escolaridade obrigatória aos seis anos. É o seu primeiro grande banho no ensino dito formal. Há direitos e deveres estabelecidos e outros se vão instalando para um bem maior que é APRENDER.