15 fármacos de venda livre obrigatórios em viagem

Um kit de farmácia é bagagem imprescindível em deslocações internacionais, sobretudo em países menos desenvolvidos. Saiba o que incluir e quais as possíveis contraindicações

Altitude. Humidade. Micróbios. Stresse. Fadiga. Elementos como estes tornam uma viagem sinónimo de adversidade para o organismo. Os riscos associados a viagens internacionais dependem de inúmeros fatores, como as características do viajante (idade, sexo e estado de saúde) e da viagem (destino, objetivo e duração da estadia). O que fazer? A resposta pode estar em objetos tão simples como uma pinça, mas também em medicamentos básicos.

Foi precisamente esse kit que organizámos com a ajuda de Cristina Azevedo, farmacêutica. Veja os principais fármacos de venda livre que podem ser úteis em situações SOS e que integram a bula do viajante:

- Antissético tópico

No caso de feridas menos superficiais, lavar não chega. Há que desinfectar, recorrendo por exemplo a soluções de iodopovidona dérmica. Podem ser utilizadas em crianças (com cuidado se a área de desinfeção for extensa). Estão, contudo, contraindicadas em caso de gravidez e aleitamento.

- Gotas oftálmicas emolientes

Indicadas para vermelhidão e irritação ocular provocadas por poeiras, para lavar e hidratar. «Os produtos à base de água de hamamélis são uma alternativa ao soro fisiológico», diz Cristina Azevedo, farmacêutica. Pode aplicar uma a duas gotas, no máximo, três vezes por dia. Para casos específicos, como a insuficiência lacrimal, use a solução recomendada pelo seu oftalmologista e siga as suas indicações.

- Descongestionante nasal

Pode ser soro fisiológico, para crianças, ou água do mar isotónica, para crianças e adultos. Se estas não resolverem a situação, existem vasoconstritores, em gotas ou nebulizadores. Para a farmacêutica, a oximetazolina é a substância ativa de ação mais prolongada. «Há também soluções de fenilefrina, com efeito imediato e passageiro, mas têm mais contraindicações e efeitos secundários, sendo desaconselhadas», sublinha.

Os efeitos secundários dos descongestionantes incluem secura nasal, ardor e, se usados em excesso, aumento da congestão nasal. Estão contraindicados em casos de hipertiroidismo, glaucoma, gravidez e aleitamento.

- Analgésico antipirético e anti-inflamatório

Os analgésicos e antipiréticos aliviam, respetivamente, as dores e a febre. Ambos os efeitos estão presentes no paracetamol e no ácido acetilsalicílico. Contudo, como esclarece Cristina Azevedo, «o paracetamol está contraindicado a pessoas com insuficiência renal, indivíduos com problemas hepáticos e em casos de dependência do álcool. Já o ácido acetilsalicílico tem outras contraindicações, nomeadamente en situações de asma, úlcera péptica e doença alérgica e em crianças com menos de 12 anos, pelo risco de síndrome de Reye, uma encefalopatia que pode provocar a morte».

Se a febre for o único sintoma aconselha-se a toma do analgésico e antipirético. Em caso de dor muscular se, quatro horas depois, a dor não ceder, alterne com um anti-inflamatório. O ibuprofeno, o naproxeno e o diclofenac são os únicos anti-inflamatórios não sujeitos a receita médica. Destinam-se a dores ligeiras a moderadas com inflamação e estão contraindicados em caso de gravidez, aleitamento, doença inflamatória renal e úlcera péptica. Caso os sintomas se mantenham ou agravem, procure um médico.

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