Alimentos desidratados são bons ou não?

Em casa, no nosso dia a dia, comemos mais alimentos desidratados do que imaginamos. Mas qual é, afinal, o seu valor nutritivo?

Quem nunca comeu torradas ao pequeno-almoço ou passas e figos secos em épocas festivas? Se recuarmos um pouco no tempo percebemos que a desidratação é algo que já se faz há muito. Antigamente, os alimentos eram colocados ao sol durante dias, semanas e meses de modo a que a sua água fosse totalmente absorvida. Portugal é a terra do bacalhau por excelência e melhor exemplo entre os alimentos desidratados não podia haver.

Por isso, a grande diferença de antigamente para os produtos de hoje está apenas nos processos de desidratação industriais utilizados. Desidratar ou secar um alimento significa retirar toda a água que o compõe, ficando os alimentos com um aspeto mais seco. Este método faz com que os alimentos se tornem mais pequenos e que durem mais tempo, mantendo-se até em épocas que já não os encontramos frescos no supermecado.

Por esse motivo, os alimentos desidratados não contribuem para o desenvolvimento de microorganismos, pois sem água não há forma de estes se desenvolverem. A nutricionista Helena Cid dá-nos o exemplo do leite em pó e das papas que são dadas aos bébés nos primeiros dias de vida, quando estes têm menos defesas. O que os alimentos desidratatos perdem é apenas a água não havendo, assim, perda de nutrientes, o que faz com que preservem todas as suas qualidades.

A desvantagem da adição de água

Devemos, no entanto, ter sempre em atenção as quantidades consumidas do produto no seu estado natural. A quantidade certa será sempre a que consumiríamos do alimento fresco. Tornar o produto mais denso, ao adicionar-lhe água, pode ser uma desvantagem. «Deve-se ter cuidado quando se está a fazer a reconstituição e respeitar o que vem no rótulo», recomenda Helena Cid. Desde que bem integrados, bem escolhidos e em doses adequadas, estes alimentos podem fazer parte de uma dieta saudável e equilibrada.

Trata-se de uma das técnicas mais antigas de preservação de alimentos e que tem como uma das maiores vantagens não necessitar de refrigeração durante o armazenamento e transporte. Já pensou que pode levar para o seu emprego, por exemplo, morangos, ananás e muitas outras frutas sem precisar de colocar no frigorífico quando lá chega? E, mais, pode comer frutas de época em qualquer altura do ano.

Práticos e nutritivos podem ser uma excelente alternativa nos dias de hoje para levar para o local de trabalho ou mandar na merenda das crianças. Mas, além dos habituais, snacks de fruta, os produtos desidratados podem incluir vegetais, sopas, puré de batata e algumas refeições préconfecionadas às quais basta juntar água. Existem duas formas sob as quais os alimentos podem ser apresentados. «Os alimentos são desidratados e vendidos assim, como é o caso das uvas, dos figos e dos morangos ou, noutras vezes, os produtos são reduzidos a pó, como, por exemplo, o café, a cevada e o chocolate em pó», explica Helena Cid, nutricionista.

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