A flor de sal é uma opção mais saudável do que o sal?

É um produto gourmet e está na moda mas será que faz menos mal à saúde como muitos levam a crer? O nutricionista Miguel Rego esclarece

Salting salad.

Recomendada para temperar saladas e para aromatizar pratos, a flor de sal é formada pela primeira camada cristalina de sal que se forma pela evaporação da água nas salinas. «Do ponto de vista nutricional, não existem diferenças significativas para o sal comum. Mas, tal como com o sal comum, há que ter cuidado na sua utilização», adverte Miguel Rego, nutricionista e mestre em saúde pública. Em média, os portugueses consomem cerca de 12 g por dia, quando as recomendações internacionais apontam para cerca de cinco gramas por dia.

O consumo excessivo de sal está associado às doenças cerebrovasculares, uma das principais causas de morte e invalidez permanente em Portugal, como o acidente vascular cerebral (AVC). «Uma culinária saudável inclui, obviamente, o sal ou a flor de sal, mas em porções reduzidas, fazendo uso mais regular de ervas aromáticas ou promovendo um saudável e saboroso contraste entre sabores doces e salgados», refere o especialista.

Para aromatizar confeções, o nutricionista sugere ainda outra solução. «As marinadas, mergulhando a peça de carne ou peixe num suco ácido, conferem sabores agradáveis sem exigirem uma quantidade apreciável de sal», afirma Miguel Rego. Apesar de dever ser consumida com moderação, a flor de sal, que tem a vantagem de ser 100% natural, contém minerais e nutrientes essenciais, além de cálcio, magnésio, zinco e cobre.

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