O que muda quando está grávida

Saiba o que vai mudar na sua rotina nos próximos meses e o que fazer para ter uma gravidez tranquila

Envolvem um estado de graça que faz sonhar muitas mulheres. Algumas são planeadas, outras ótimas surpresas.

 

Em ambos os casos, a gravidez (em particular, se for a primeira) é uma aventura para toda a família, principalmente para a mãe.

 

Uma grávida estreante deve, por isso, informar o seu médico assistente ou o seu ginecologista que está grávida, de forma a ser devidamente acompanhada. Ser-lhe-ão indicadas uma série de análises para saber o seu tipo de sangue, se é imune à rubéola e à toxoplasmose, rever o seu historial médico, e se precisa de parar alguma medicação.

 

Caso tenha uma doença crónica ou faça uma terapêutica particular, não se esqueça também de avisar o seu médico. É ainda importante verificar se tem a vacina do tétano atualizada (pode ser tomada durante toda a gravidez) e, caso venha a passar a maior parte do período da gravidez durante o inverno, será aconselhada a tomar a vacina da gripe sazonal.

 

Alimentação


Lisa Vicente explica que «a grávida deve fazer uma alimentação equilibrada» que permita receber os nutrientes necessários para uma vida saudável. Acima de tudo, deve comer de forma regular e que a sacie. Esta não é a melhor altura para fazer dieta. Quantos quilos vai engordar é difícil prever, pois dependerá do seu metabolismo e do índice de massa corporal inicial (por exemplo, uma mulher com um peso “adequado” terá engordado 10 a 12 quilos no fim da gravidez).

A sua bitola deverá ser não passar fome nem comer por dois. Por outro lado, lembre-se que, se não consumir determinado tipo de alimentos, é importante reforçar a ingestão dos seus compostos através de outros alimentos ou recorrendo a suplementos. E café, pode tomar?

 

Sim, um a dois cafés por dia, se se sentir bem e não tiver contraindicações, como hipertensão. Outros cuidados alimentares importantes. Sugerem que não deve comer carne crua (se não for imune à toxoplasmose), peixe cru (risco de listeriose) nem queijos frescos não pasteurizados (risco de brucelose) e os médicos desaconselham o consumo de marisco (devido ao risco de intoxicação alimentar).


Tomar suplementos


Os médicos aconselham a toma de suplementos com ácido fólico, iodo e, em alguns casos, ferro, porque as grávidas precisam de quantidades específicas destes micronutrientes e através somente de uma alimentação normal seria difícil controlar as quantidades reais ingeridas. Enquanto o ácido fólico deve ser consumido diariamente até às 14/16 semanas, o iodo irá fazer parte da rotina diária até durante a amamentação. Tanto o ácido fólico como o iodo devem começar a ser ingeridos, idealmente, antes da conceção.

Evitar a toxoplasmose

A toxoplasmose é um parasita que provoca uma doença e, de acordo com Lisa F. Vicente, «é particularmente grave quando ocorre durante a gravidez, pois ultrapassa a placenta podendo alojar-se nos olhos, cérebro e fígado do feto, formando quistos e provocando lesões em vários órgãos. Quando não tratada, a lesão ocular pode levar à cegueira na criança». Apesar deste parasita estar relacionado com os roedores, gatos, e vacas, a grávida pode ser contaminada pelas fezes destes animais ou pelos quistos que se encontrem na carne que ingere.

Por isso, caso não seja imune à toxoplasmose, deve seguir alguns cuidados importantes. Embora possa ter contacto com gatos (tocar-lhes), evite mudar a areia para não entrar em contato com as fezes ou a urina. De igual modo, pode ter contacto com a terra (fazer jardinagem, por exemplo), desde que use sempre luvas, bem como ingerir legumes e frutos que vêm da terra, desde que sejam muito bem lavados e/ou descascados ou cozinhados (quando comer fora de casa, não arrisque e peça sempre legumes cozidos). Além disso, não deve ingerir carne de vaca mal passada.

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