A (nova) rota do rio que valoriza as aldeias mais pitorescas

Chama-se GRZ - Grande Rota do Zêzere, tem 370 km de extensão e abrange 13 concelhos. O percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa

Para valorizar o património ambiental do centro do país e apelar à sua fruição, as Aldeias do Xisto acabam de apresentar uma nova rota turística. «Agora já é possível percorrer os 370 quilómetros de extensão que ligam a nascente do Rio Zêzere, no Covão D’Ametade, na Serra da Estrela, até à sua foz, em Constância, onde encontra o Rio Tejo. A GRZ - Grande Rota do Zêzere é a primeira grande rota multidisciplinar do país, podendo ser percorrida a pé, de bicicleta e de canoa», referem os promotores da iniciativa em comunicado.

Ao longo da sua extensão, a GRZ percorre 13 concelhos. Além de Manteigas, da Covilhã, da Guarda e do Fundão, passa pela Pampilhosa da Serra, por Vila de Rei, por Oleiros, pela Sertã, por Pedrógão Grande, por Figueiró dos Vinhos, por Ferreira do Zêzere e por Abrantes, antes de chegar a Constância. «O percurso desta grande rota foi projetado para ser multimodal, podendo ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa. Assim, pode realizar-se de forma contínua e encadeada, por troços ou mesmo em circuitos multimodais, recorrendo a mais do que uma disciplina», pode ler-se ainda no documento.

«Para este aspeto, contribui o caráter inovador das 13 estações intermodais existentes ao longo do percurso. Instaladas em locais próximos do rio, são estruturas multifuncionais de apoio que permitem aos utilizadores da rota alternarem o modo de locomoção ao longo do itinerário (pedestre, BTT e canoa), sem necessidade de sair do percurso para trocar o equipamento utilizado, ou seja, bicicletas e canoas», esclarecem os promotores.

«No decorrer dos trabalhos de planeamento da GRZ, foram-se desenvolvendo diferentes conceitos capazes de transportar este itinerário para um patamar superior aos que atualmente existem a nível nacional e mesmo internacional. As estações intermodais são um deles», afirmam ainda os dinamizadores do projeto.

Pequenas rotas que complementam a grande

Outra das características é a existência de percursos complementares, «quer circulares tipo pequenas rotas em torno de pontos onde a GRZ passa, fixando utilizadores mais tempo num determinado ponto, quer derivações a partir do itinerário principal que levam os utilizadores a áreas geográficas e pontos de interesse próximos, como as Aldeias do Xisto, as praias fluviais, as albufeiras e barragens, entre outros», avança o comunicado que divulga a iniciativa.

Com o lançamento da GRZ, à semelhança da rede de percursos pedestres Caminhos do Xisto e da rede de centros de BTT, este projeto dota o território de mais uma infraestrutura de animação permanente, passível de ser usufruída por qualquer pessoa em qualquer altura. «A abordagem macro ao território assente numa lógica supramunicipal tem sido a chave da intervenção que a marca Aldeias do Xisto tem liderado em prol do desenvolvimento turístico da região», referem os promotores.

O vale do Rio Zêzere é uma das unidades territoriais que compõem o território que abrange estas aglomerações pitorescas e uma das áreas naturais de maior diversidade ambiental do país. «A criação da Grande Rota do Zêzere foi pensada para permitir aos utilizadores usufruir de um contacto mais próximo com este património natural», justificam, percorrendo «uma variedade de cenários, onde é possível apreciar a riqueza da fauna e flora da região, bem como a paisagem humanizada que se foi estabelecendo ao longo das suas margens».

Texto: Luis Batista Gonçalves

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