Está feliz ou acomodado no seu trabalho?

Um pouco como na vida pessoal, é normal e até legítimo uma pessoa acomodar-se ao que tem. No entanto, até que ponto o estar confortável lhe traz a médio e longo prazo, satisfação profissional.

Muitas das vezes o que falta para dar um passo noutra direção é o facto de existirem alguns itens que são tidos em conta face a outros. Por exemplo, não gostar daquilo que se faz, mas o salário ser bom ou ter um chefe do qual não se gosta e faz a vida negra, mas gostar do que se faz. Uma coisa é certa, a perfeição não existe e em todos os sítios existirão sempre queixas, mas há uma grande diferença entre trabalhar arduamente por algo que nos estimula ou por algo que não queremos saber. É escolher entre motivação ou stress, basicamente...

A estabilidade é fundamental! A vida acarreta uma série de compromissos e acontecimentos que levam a que haja uma certa ponderação nas escolhas que se tomam, até porque por vezes já há terceiros que dependem de nós, mas também pode significar não querer sair da zona de conforto porque dá mais trabalho, por receio ou outros. Mudar não é fácil e se o conforto familiar, da preservação do património ou outros for favorável torna-se ainda mais difícil. O problema é a consciência que pode funcionar como um carrasco, ou seja, viver uma vida acomodada, mas sempre com a ideia de que pode (ou podia ter feito) mais pelo seu percurso profissional. Não é à toa que, quando muita gente se reforma, ocorre o grito da libertação e felicidade. Quase dá a entender que se perdeu um terço da vida com algo que não trouxe nenhum tipo de “substância”.

Tal como no marketing, também na vida existe o trade-off (ou perde-ganha). Este é definido por um conflito de escolha, isto é, o ato de escolher algo em detrimento de outra, sendo que estará a sacrificar sempre um dos lados. Claro que o dilema surge sempre... O ideal é que se pense 'fora da caixa', fora da zona de conforto, e romper com a zona de conforto. Só assim se sabe o que realmente se consegue fazer e o que se é. Aliás, sem mudanças na vida não há crescimento nem aprendizagem e só estará a dar lugar à estagnação, ao 'está bom porque sempre fiz assim'.

Reflita sobre o que realmente quer da vida sabendo que não irá ficar arrependido e não desperdice oportunidades na vida só porque nunca fez ou passou por isso. A mudança é a alavanca para o novo, para o desconhecido e deve ser aproveitado se se coadunar com as suas pretensões.

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