Se eliminarmos a parte bolorenta de um alimento, é seguro comê-lo?

Será que vale a pena arriscar? Zélia Santos, presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, esclarece esta dúvida. Uma interrogação muito comum.

Muito provavelmente, já lhe aconteceu. Ver uma ponta de bolor num alimento e pensar que, se a removesse, se calhar não haveria problema em ingeri-la. Mas será que é mesmo assim? «Quando um alimento tem fungos, não é aconselhável retirar apenas a parte visivelmente contaminada e consumir o restante, pois, a partir do momento em que os fungos começam a proliferar, poderão disseminar-se por todo o alimento, mesmo que não seja visível», assegura Zélia Santos.

Consumir alimentos contaminados com fungos poderá ter consequências nocivas. «Uma vez que  a proliferação de fungos produz toxinas, dependendo do teor em micotoxinas ingeridas, podem ocorrer vários tipos de toxicidade, a fase aguda, crónica, mutagénica e teratogénica, com efeitos que podem levar à deterioração da função hepática e renal», esclarece a presidente da Associação Portuguesa de Dietistas.

«Certos tipos de fungos produzem uma micotoxina indesejável denominada aflotoxina, que tem potencial carcinogénico», adverte ainda a especialista. O bolor, nome por que este tipo de fungos é geralmente conhecido, desenvolve-se a partir de um esporo microscópico que é transportado pelo ar. Se este, ao entrar em contacto com um alimento, encontrar uma temperatura propícia e um grau de humidade efetivo, tenderá a desenvolver-se.

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