Sabe identificar um cancro cutâneo?

Compare os seus sinais com os que lhe mostramos. Este autoexame pode salvar-lhe a vida

Já alguma vez olhou para os seus sinais? É importante que o faça regularmente a fim de detetar possíveis alterações de cor, tamanho ou espessura.

Essa observação deve ser regular, independentemente de apanhar sol ou não. Depois do Verão, período em que há uma maior exposição solar, deve marcar uma consulta de dermatologia para fazer o rastreio de cancro cutâneo, pelo menos, uma vez por ano.

Sempre que observar os sinais corporais não se esqueça dos locais que, normalmente, estão mais expostos aos raios ultra-violeta e que mais facilmente nos esquecemos. São eles, por exemplo, as orelhas, o nariz, os ombros, as mãos e os pés. Veja de seguida as características de cada tumor cutâneo e veja também a sua imagem correspondente.

Queratose actínica (2 e 5)

Trata-se de uma alteração pré-maligna, ou seja, se não for tratada pode vir a transformar-se em cancro da pele. Pode surgir em qualquer parte do corpo sujeita a exposição excessiva ao sol. É mais frequente no dorso das mãos e face. Manifesta-se por lesões múltiplas, de início manchas de limites irregulares que, progressivamente, ficam mais espessas e cobertas por escama aderente.

Melanoma (6)

É o tipo mais mortífero de cancro da pele, mas quando tratado precocemente pode ser curável em mais de 95% dos casos. Pode aparecer em lesões pigmentadas pré-existentes que se alteram ou surgir como uma lesão nova. Usualmente de cor preta, pode, em casos mais raros, ser vermelho, branco ou cor da pele.

Carcinoma basocelular ou basalioma (1)

É a forma mais comum de cancro da pele, mas a menos perigosa, associada a uma baixa taxa de mortalidade. Tem, frequentemente, o aspecto de um pequeno nódulo de 1 a 2 mm de diâmetro que cresce muito lentamente e que faz ferida, habitualmente coberta por crosta, que parece que cura mas recidiva sempre.

Carcinoma espinocelular
(3 e 4)

Tem por norma um aspeto nodular coberto por escama aderente, crosta ou inflamação. É mais agressivo que o basalioma, podendo, nas formas avançadas, originar metástases e provocar a morte do doente. Surge, quase sempre, sobre lesões pré-existentes (queratoses actínicas) nas áreas mais expostas ao sol e atinge sobretudo as pessoas idosas.

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