Psoríase

Muitas vezes alvo de preconceito, esta doença crónica atinge cerca de 250 mil pessoas em Portugal

Trata-se de uma doença inflamatória sistémica, que está disseminada por todo o organismo.

Esta doença genética e autoimune evolui por surtos, tendo períodos de exacerbação, normalmente coincidentes com fases de maior stress ou toma de algum tipo de medicação, que intercalam com períodos de acalmia. Não é contagiosa e é confundida muitas vezes com uma doença de pele.

Paulo Ferreira, dermatologista, sublinha que «a psoríase não é uma doença da pele, no entanto, é uma doença que se vê na pele». A sua origem não é totalmente conhecida, embora se saiba que «há uma interação entre a hereditariedade, as alterações imunitárias e os fatores desencadeantes do meio ambiente». Existem dois picos de incidência, por volta dos 20 e 30 anos e depois entre os 50 e 60 anos, no entanto a grande maioria dos casos ocorre aos 40 anos.

Como se manifesta?

Surgem lesões com relevo, vermelhidão, descamação e infiltração, que aparecem de uma forma geral em todo o corpo, mas são mais frequentes nos cotovelos, nos joelhos, nas costas e «em mais de 80% atinge o couro cabeludo». As unhas também são fortemente afetadas, com alterações que podem variar entre o quase impercetível e a sua destruição. Existe também uma «grande afetação das relações sociais, laborais e até familiares».

Como se diagnostica

O diagnóstico é clínico, pois é fácil detetar as lesões na pele, «que são quase exclusivas da psoríase». Depois, através das escalas que medem a gravidade da doença, procede-se à avaliação do impacto físico e psíquico e, por fim, é definida a estratégia terapêutica. Pode, em determinados casos, ser pedido o estudo metabólico do doente, bem como o estudo das articulações. As doenças autoimunes sistémicas e inflamatórias muitas vezes estão interligadas, nomeadamente a psoríase com algumas formas de artrite e até com patologias do foro gastrointestinal.

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