Inimigos do cérebro

Tudo o que está ao seu alcance para potenciar as suas capacidades intelectuais

«Potência cerebral/mental óptima». A expressão está longe de ser um mero conceito abstracto. Como explica Nelson Lima, neuropsicólogo e presidente do Instituto da Inteligência, «a potência cerebral óptima representa o máximo que podemos obter das nossas faculdades, aptidões, competências e sobretudo do bem-estar geral do nosso sistema nervoso e da nossa mente».

Olhando para cada um de nós, isto significará que desperdiçamos actualmente grande parte da nossa potência cerebral? Sem dúvida. De acordo com o presidente do Instituto da Inteligência, «utilizamos 15 a 30 por cento das nossas capacidades». Porquê? A resposta torna-se clara se olharmos para o nosso dia-a-dia.

O estilo de vida urbano a que nos subjugamos está repleto de antagonistas do nosso intelecto. A começar pela rotina que, basicamente, torna o nosso cérebro preguiçoso. Segundo o neuropsicólogo, «a rotina faz com que o cérebro não necessite de grande desafio para resolver o que já está resolvido. Quebrá-la significa desafiar o cérebro a ver para além do habitual».

E podemos consegui-lo através de estratégias muito fáceis: fazer trajectos diferentes, ler revistas e livros de temas variados, inscrevermo-nos em clubes de leitura, astronomia. Ou seja, fazermos tudo o que aguce o intelecto e a curiosidade.

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