Couve-galega ajuda a prevenir o cancro

O ingrediente que dá cor ao caldo verde é rico em carotenoides e em vitaminas antioxidantes. Além de inibir o desenvolvimento cancerígeno numa fase inicial, também ajuda a desintoxicar o fígado

A couve de folhas tem forte tradição na culinária portuguesa, sendo muito utilizada na confeção do típico caldo verde. Também conhecida como couve-galega, couve cigana, couve-de-todo-o-ano, couve sem cabeça ou couve de cortar, este tipo de couve é mais rica em carotenoides e clorofila, sendo uma boa fonte de pró-vitamina A, vitamina C, B1, B2, cálcio, ferro, magnésio e potássio.

É muito utilizada em Portugal (principalmente no norte) para confecionar caldo-verde e para acompanhar outros pratos como o cozido à portuguesa ou feijoada. Como a maioria das couves, previne a incidência de alguns tipos de cancro, pois tem na sua constituição glucosinolatos, que determinam o aroma e previnem o início do cancro.

Estas são couves com folhas grandes que se vão retirando ao longo do ano. As plantas podem alcançar cerca de dois metros de altura durante a fase vegetativa. Este crescimento dá-se quando as folhas dos nós inferiores vão caindo ou sendo colhidas. Este tipo de couves é mais rústica e adapta-se melhor a terrenos abandonados ou recém-estrumados. As flores são hermafroditas, autoférteis e, na sua maioria, polinizadas por abelhas.

As couves são consumidas desde tempos pré-históricos, há 4000 antes da atual era cristã. Na Roma Antiga, consumia-se muita couve a seguir ao estado de embriaguês, o que se provou mais tarde que a couve tem um efeito desintoxicante sobre o fígado. Estas couves podem durar mais de quatro anos e atingem geralmente grandes alturas, podendo atingir os cinco metros.

Esta couve adapta-se a vários tipos de solos, mas prefere solos de textura média ou argilosa, soltos e bem drenados. O pH deve ser de 6,5-7,5. Gosta de sol, tem a floração em dias longos, com mais de 12 horas. Pode colhê-la durante quase todo o ano no caso das folhas e entre os meses de fevereiro e março, no caso dos grelos. As folhas vão-se cortando manualmente assim que estejam expandidas.

Texto: Pedro Rau (engenheiro hortofrutícola)

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