Planta atrasa evolução da SIDA e de outras doenças

O composto químico da raiz de uma espécie botânica chamada astragalus condiciona o avanço de uma série de doenças. A medicina chinesa já recorre a esta substância

A astragalus é uma espécie botânica, composta por cerca de 3.000 plantas, usada na medicina tradicional chinesa há milhares de anos. Os efeitos concretos da Astragalus membranaceus, uma das suas subespécies, no reforço do sistema imunitário são reconhecidos, como confirma uma investigação internacional do AIDS Institute da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos da América.

De acordo com os investigadores que a levaram a cabo, o recurso a técnicas de fitoterapia envolvendo esta planta alivia os sintomas do HIV no doente com SIDA, possibilitando, até, o seu retardamento. Os investigadores encontraram um composto químico na raiz da planta astragalus, uma das mais utilizadas na fitoterapia chinesa, que demonstrou evitar e atrasar o encurtamento progressivo dos telómeros, cromossomas presentes nas células que, à medida que vão ficando mais curtos, enfraquecem o sistema iminitário do organismo.

«A fitoterapia já tinha demonstrado melhorar a qualidade de vida dos pacientes de HIV, aliviando sintomas como a febre, tosse, astenia e diarreia. Este estudo traz uma nova esperança de tratamento, até porque se assume como uma possível alternativa para os que não toleram bem as caras e invasivas terapêuticas antiretrovirais», refere Wenqian Chen, médica especialista em medicina tradicional chinesa e diretora técnica do Centro de Terapias Chinesas (CTC).

«Esta estratégia pode ser útil, até mesmo no tratamento de pessoas com imunodeficiências ou que possuem uma maior suscetibilidade a outras infeções virais associadas a doenças crónicas», sublinha ainda a médica. Segundo o último relatório do Instituto Ricardo Jorge, publicado no final de 2011, existiam cerca de 41.035 pessoas infetadas com HIV em Portugal. Ao longo do mesmo ano, foram registados 900 novos casos de infeção. A grande maioria correspondia a jovens entre os 20 e 39 anos, portadores assintomáticos.

artigo do parceiro:

Comentários