Chegou aos 60 anos?

Conselhos para se adaptar às novas rotinas da década que marca o início oficial da «terceira idade»

Nesta etapa da vida, o risco de doenças aumentae os exames médicos adquirem uma nova importância. Mas não se deixe intimidar.

Bons hábitos de saúde, o convívio com amigos e uma rotina de exercício promovem o bem-estar psicológico. «Tente controlar aquilo que pode através do estilo de vida e esqueça aquilo que não está nas suas mãos», refere Alice D. Domar, psicóloga.

A hipertensão é das doenças mais comuns na terceira idade. «Manter o índice de massa corporal dentro do intervalo normal, consumir cerca de 1200 mg de cálcio por dia e diminuir a ingestão de gorduras para 40 g por dia são boas estratégias de prevenção», explica Alexandre Fernandes, nutricionista.

Inovar à mesa

A partir desta idade é comum a diminuição do apetite. «Evite o emagrecimento extremo, com consequências que aumentam o risco de mortalidade, como a perda da resistência e da força muscular, aumento do risco de fracturas, a má cicatrização de feridas, a diminuição das funções do sistema imunitário e endócrino e da função termoreguladora», alerta Alexandre Fernandes que recomenda: «Faça refeições coloridas; não beba líquidos; consuma legumes e vegetais às refeições e não passe mais de três horas sem comer».

Adaptações físicas

A capacidade de desenvolver esforços diminui, mesmo que não sofra de nenhuma doença. «Deve arriscar menos na escolha das actividades, mas pode beneficiar de um programa que inclua exercícios aeróbios, que não provoquem stress nas articulações (marcha, exercício aquático); de força, que previnem a perda de massa muscular e óssea e reduzem o risco de quedas; e de flexibilidade, para manter a integridade das articulações, a amplitude e o controlo dos movimentos», refere Hugo Vieira Pereira, fisiologista do exercício.

Cuidados de beleza

«Os sinais de envelhecimento vão-se agravando, exigindo cremes mais elaborados, com ácidos alfa e beta-glicólicos, vitaminas C e E, retinol e fito-hormonas», aconselha Manuela Paçô, dermatologista.


A queda de cabelo também se torna uma preocupação, sendo necessário despistar eventuais doenças na origem do problema. «Se se tratar de uma queda fisiológica, a terapêutica passa pela toma, não de suplementos, mas de medicamentos prescritos pelo médico», refere a dermatologista.

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