A infeção por legionella pneumophila e o diagnóstico laboratorial

A infeção pela bactéria legionella pneumophila pode causar a febre de Pontiac (manifestação ligeira da bactéria com sintomas semelhantes a uma gripe) e a Doença dos Legionários, a manifestação mais grave, que consiste num tipo de pneumonia potencialmente letal.
créditos: AFP PHOTO/PIERRE-FRANCK COLOMBIER

Tipologias de Contágio

A legionella está geralmente presente em ecossistemas naturais de água doce e quente, como a superfície de lagos, rios, águas termais e tanques. Entre os locais de risco estão também os sistemas artificiais criados pelo homem como a rede de abastecimento e de distribuição de água nas cidades, torres de refrigeração e instalações como duches, sistemas de ar condicionado, humidificadores ou fontes decorativas, capazes de formar aerossóis.

Perante uma temperatura entre os 35˚C e 45˚C aliada à presença de depósitos (ferrugem, lodo e matéria orgânica), estes ambientes vão potenciar o crescimento bacteriano e a rápida multiplicação da legionella, iniciando-se assim o contágio.

A infeção ocorre por inalação (via respiratória) de aerossóis/gotículas contaminados pela bactéria, através dos chuveiros domésticos, torres de arrefecimento, sistemas de climatização, instalações termais, saunas e jacuzzis e que chegam aos pulmões. Não existe transmissão pessoa a pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

A ocorrência da infeção depende de vários fatores como a concentração e virulência da estirpe, bem como características de risco do indivíduo. Os grupos mais predispostos à infeção grave são geralmente pessoas com mais de 50 anos, fumadores regulares, pacientes com doenças pulmonares crónicas (DPCO e enfisema), com sistema imune debilitado por doença oncológica, renal ou diabetes ou que tomem medicação para suprimir (enfraquecer) sistema imunitário (transplantados, quimioterapia).

Os casos de infeção por legionella nas crianças são muito raros.

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