7 erros masculinos que também afetam a saúde feminina

Existem hábitos e comportamentos típicos dos homens que prejudicam o bem-estar deles e o seu. Saiba quais são os que mais irritam as mulheres e veja como os contrariar

Quando os nossos antepassados viviam nas cavernas, a sobrevivência da espécie dependia de uma especialização de tarefas entre os géneros. Os homens caçavam em grupo e as mulheres recolhiam alimentos nas imediações e cuidavam da prole. Pode ter sido esta estrita divisão de ocupações que condicionou algumas diferenças biológicas entre homens e mulheres... Eles têm força corporal para competir com outros, elas usam a linguagem para alcançar objetivos, argumentar e persuadir.

O urologista Nuno Monteiro Pereira indica alguns comportamentos masculinos atuais que afetam a saúde deles e a nossa, enquanto que a psiquiatra Maria Antónia Frasquilho sugere estratégias que podem ajudar. Veja o que pode fazer para enfrentar o problema e saiba qual a melhor forma de motivar o seu parceiro para minorar a situação:

1. Não ir ao médico

«Por questões de indisciplina e dificuldades em encarar a realidade, os homens não vão ao médico até aos 50 anos, altura em que consideram a necessidade de uma revisão, como se fossem um carro com 50 mil quilómetros», refere Nuno Monteiro Pereira. «Nessa idade, a saúde da próstata e a disfunção erétil são as principais preocupações masculinas», conclui. Apesar de ser um exclusivo dos homens, também afeta as mulheres.

«Os homens têm dificuldade em assumir a fragilidade humana até que os primeiros sinais de falência surjam ou que, na meia idade, percebam que a vida tem um fim e as doenças podem apressá-lo. O clima familiar pode ficar mais tenso devido às preocupações que motivam», analisa Maria Antónia Frasquilho.

Apelar ao bom senso e responsabilidade do seu parceiro é uma das melhores formas de combater este comportamento. «A boa ou má saúde é cada vez mais uma escolha pessoal. Quanto mais precoce o diagnóstico médico e mais rápido o tratamento, mais longevidade e melhor qualidade de vida», aconselha a psiquiatra.

2. Ressonar

Acontece a 40 por cento dos homens a partir dos 30 anos e a 30 por cento das mulheres após a menopausa. Ter excesso de peso, tomar medicação para dormir, dormir de barriga para cima, respirar pela boca e consumir álcool podem agravar o problema. «Impossibilidade de conciliar o sono, péssima qualidade do mesmo e irritação são impactos habituais na pessoa que não ressona. Um incómodo que atinge até quem dorme em quartos contíguos», refere a psiquiatra.

Existem muitas soluções, na maioria simples, que pode adotar para contrariar esta situação. A especialista aconselha que lhe «demonstre que a procura de uma solução será um bem comum». «Refira um caso conhecido em que o sucesso foi conseguido e ponha o seu marido a falar com essa pessoa», avança ainda.

Para Maria Antónia Frasquilho, a melhor estratégia é só uma. «Como muitos homens duvidam que ressonam faça uma gravação e confronte-o com a evidência. Não critique, mas incentive o comprometimento com a ida ao médico», sugere a especialista.

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