Guia fácil para ganhar energia

Siga os conselhos de um especialista em nutrição

O combustível que o nosso organismo usa para funcionar é obtido através dos alimentos. Assim, se tivermos uma vida ativa, precisamos forçosamente de comer mais. Se formos sedentários, precisamos de comer menos.

Até aqui, tudo parece lógico, mas tenha atenção pois nem todos os alimentos proporcionam energia de primeira qualidade. Existem uns com gorduras boas e outros com más (como os ácidos gordos trans), os que têm proteínas completas (com todos os aminoácidos essenciais)...

Para além disso, os alimentos interagem entre si. Os nutrientes de uns complementam os de outros ou ajudam a uma melhor assimilação. Facultar energia ao organismo não é apenas uma questão de calorias... É muito mais que isso!

Conhece bem os diferentes tipos de alimentos?

Os alimentos têm vários nutrientes na sua composição, apesar de ser habitual serem divididos em três grupos, proteínas, gorduras e hidratos de carbono, que são os macronutrientes. Mas para que as suas calorias sejam utilizadas pelo organismo costumam precisar de outros micronutrientes (vitaminas e minerais). Já estão identificados os valores mínimos de quase todos os nutrientes que devemos ingerir para que tudo funcione bem. Dependem da idade, do sexo, da atividade e há algumas diferenças segundo a entidade que estabelece as recomendações.

Em Portugal, e de acordo com Miguel Rego, nutricionista e colaborador da Plataforma de Combate à Obesidade da Direção Geral de Saúde, «o guia de referência são as Recomendações para a Educação Alimentar da População Portuguesa, do Conselho Nacional de Alimentação e Nutrição, bem como as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) Diet, Nutrition and the Prevention of Chronic Diseases».

Para além disso, alguns valores são constantemente alvo de debate. «Um destes casos é o da vitamina C. As recomendações apontam uma ingestão diária de 75 mg para mulheres saudáveis, embora alguns autores achem que se deve triplicar este valor. No entanto, o limite máximo diário recomendado são 2000 mg», explica o nutricionista. Dissemos que se conhecem doses mínimas de quase todos os nutrientes. Este quase significa que dos hidratos de carbono e das gorduras essenciais não há doses mínimas consensuais.

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