Comer para viver mais saudável e… mais magra!

Como funciona a dieta que lhe permite perder até 10 kg em apenas seis semanas

A promessa passa pela perda de até 10 kg em 6 semanas enquanto ganha saúde. O autor, Joel Fuhrman, é um cirurgião cardiovascular especializado em medicina preventiva por via da nutrição e métodos naturais. Dirige o departamento de investigação do Projeto de Pesquisa Nutricional na Associação de Saúde Americana, é membro da direção da Faculdade Americana de Medicina do Estilo de Vida e participa em programas de televisão norte-americanos.

Esta dieta que propõe é indicada para pessoas que pretendem perder peso e melhorar a saúde sem medicamentos. Na prática para nutrientaristas, pessoas que «sabe que os alimentos têm efeitos terapêuticos e de proteção contra doenças e procura consumir uma grande variedade de micronutrientes através das escolhas alimentares», como explica. Segundo o autor, esta dieta potencia a capacidade de autorregeneração do organismo.

É, por isso, adequada para quem tem diabetes, níveis de tensão arterial, triglicéridos ou colesterol altos e para quem sofre de congestionamento nasal, alergias ou alterações gastrointestinais. Este regime de emagrecimento permite perder, em média, 450 gramas por dia durante os primeiros 10 a 15 dias, valor que diminuirá à medida que se aproximar do peso ideal.

O método

Em síntese, comer alimentos pouco calóricos e muito nutritivos. O autor calcula, para vários alimentos, a dose de micronutrientes por cem gramas e defende que os de origem vegetal não refinados são os que oferecem melhor proteção contra doenças, enquanto uma grande dose de produtos animais tem o efeito oposto. Depois, propõe um plano de seis semanas que inclui três categorias de alimentos:

- Ilimitados (o objetivo é comer, por dia, 450 gramas de vegetais crus, uma chávena de leguminosas, pelo menos quatro peças de fruta fresca e 450 gramas de vegetais cozinhados)

- Limitados (no máximo 56 gramas de frutos secos e sementes e duas colheres de sopa de fruta seca por dia, entre outros)

- Proibidos (laticínios, produtos de origem animal, snacks, sumos de fruta e óleos)

A manutenção

Passadas as seis semanas de perda de peso, o autor propõe a entrada num período a que chama Plano de Vida, destinado a não permitir a recuperação do peso perdido. Nesta etapa, há um princípio basilar: 90 por cento do que se come devem ser produtos de origem vegetal não-refinados. Poderá reintroduzir no seu menu produtos de origem animal (carnes brancas, como frango ou peru, uma vez por semana, e carne de vaca ainda menos), laticínios (desde que sejam magros) e alimentos processados.

Mas estes produtos devem ser consumidos ocasionalmente e em pequenas quantidades, só para dar sabor a pratos de vegetais. Para isso, o autor recomenda «que as mulheres não consumam mais de 150 calorias por dia com alimentos com baixo teor de nutrientes, ou mil calorias por semana», enquanto «os homens não devem consumir mais de 200 calorias ou cerca de 1400 por semana», refere ainda.

Boas estratégias para por em prática:

- Coma muitos cogumelos. São ótimos para substituir a sensação de mastigar carne, contêm uma enorme variedade de fitoquímicos e estão associados à diminuição da incidência das doenças crónicas.

- A salada é o prato principal. Coma-a antes do almoço e do jantar. Os alimentos crus demoram mais a ser digeridos, satisfazendo-nos e ajudando na perda de peso.

- Coma uma colher de sementes de linhaça todos os dias. Dão-lhe gordura ómega-3, que ajuda a proteger da diabetes, doenças cardíacas e cancro.

- Limite os cereais ricos em amido e os vegetais cozinhados a uma chávena por dia, nomeadamente uma batata assada média, uma chávena de arroz integral, uma batata-doce ou uma espiga de milho.

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