10 alimentos aliados da saúde feminina

Homens e mulheres são diferentes e existem necessidades especiais que apenas alguns ingredientes ajudam a colmatar. Estes são aqueles de que não deve (mesmo) prescindir

Um organismo bem nutrido torna-se mais forte, mais resistente e reage melhor às terapias. Mas fará sentido falar em nutrição feminina e masculina? «As necessidades energéticas e calóricas são diferentes para cada sexo, porque as constituições físicas, as hormonas, o metabolismo e a composição corporal são diferentes», responde Humberto Barbosa, especialista em nutrição e envelhecimento.

A estas ideias soma-se uma terceira. «A maior parte das patologias beneficia de um acompanhamento nutricional associado ao tratamento por medicamentos», acrescenta o especialista. Apoiadas por estes fundamentos da nutrição, seleccionámos 10 alimentos que a ajudam a proteger-se contra problemas de saúde tipicamente femininos:

1. Ovo

«A qualidade da proteína do ovo é mais elevada que a de qualquer outro produto alimentar por inteiro, ficando apenas em segundo lugar em relação ao leite materno humano», afirma David Grotto em «101 alimentos que podem salvar a sua vida», publicado em Portugal pela Academia do Livro. Fornecedoras de aminoácidos essenciais mas não produzidos pelo organismo, as proteínas têm um papel central no seu desenvolvimento e reparação.

O ovo é uma das raras fontes naturais de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio e, portanto, para a prevenção da osteoporose. É, ainda, rico em vitaminas B2, B3, B6 e B12, envolvidas no transporte e metabolismo do ferro, na estrutura da pele e no funcionamento dos sistemas digestivo e nervoso. A falta destes micronutrientes está associada a problemas como a depressão e anemia.

2. Leguminosas

Alimentos como o feijão, grão, lentilhas e ervilhas são ricos em proteína vegetal, uma opção saudável que, em doenças como a fibromialgia, se torna preferível à proteína animal.A estes benefícios somam-se os da fibra, que regula o sistema digestivo, controla o colesterol e reduz o risco de alguns tipos de cancro, refere o dietista e nutricionista David Grotto.

As leguminosas podem, ainda, ter um papel na prevenção da depressão, já que, na opinião de Humberto Barbosa, «contêm aminoácido triptofano, um precursor natural da serotonina (hormona deficitária na depressão), que é transformado naquela na presença da vitamina B6». Feijão e lentilhas são, ainda, ricos em cálcio, útil na prevenção da osteoporose, e em ácido fólico (sobretudo o feijão preto), indispensável na gravidez.

3. Cebola

«Cebola crua põe o médico na rua», afirmavam os antigos. A ciência parece confirmar este ditado popular. Apenas crua e acabada de descascar conserva a totalidade das suas vitaminas e minerais. Além de ser uma excelente fonte de fibra, este vegetal contém quercetina, um antioxidante flavonoide que, segundo Marie-Amélie Picard, autora de «Alimentos que previnem o cancro», publicado pela Editora Europa- América, «consegue impedir a progressão de tumores no cólon» e funciona em sinergia com o selénio, as vitaminas C e E e o caroteno.

Esta característica antioxidante conjugada com o poder inflamatório torna-a, para Humberto Barbosa, «um bom aliado na prevenção de problemas como a artrite reumatóide, sobretudo se associada a alimentos como o tomate, o alho, a aveia e o chá verde», refere.

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