Ministro afasta hipóteses de despedimentos e cortes em Santo Tirso

O ministro da Saúde garantiu esta sexta-feira que com a transferência do hospital de Santo Tirso para alçada da Misericórdia, em fase final de negociação, "não há despedimentos", e que serão mantidas ou aumentadas de valências" naquela unidade.
créditos: JOÃO RELVAS/LUSA

"O hospital de Santo Tirso, à semelhança dos outros, se for transferido, em primeiro lugar continua a estar integrado dentro do Serviço Nacional de Saúde, que é o que aconteceu a todos os outros. Em segundo lugar, não há despedimentos, em terceiro, há ou uma manutenção da valências, ou há um aumento, o que por exemplo, aconteceu no hospital de São João da Madeira", afirmou Paulo Macedo questionado pelos jornalistas sobre a posição hoje assumida pela Ordem e sindicatos dos Médicos.

Aquelas estruturas afirmaram que no hospital de Santo Tirso falta "cerca de uma dezena de médicos" e que a passagem prevista desta unidade para alçada da Misericórdia poderá culminar na redução de várias especialidades médicas.

O governante, que falava em Vila Verde à margem da inauguração das obras de requalificação do hospital da Misericórdia local, adiantou que as transferências até agora realizadas "para além de resultarem numa poupança para o erário público têm resultado também num aumento de serviços de saúde à disposição das pessoas".

"Foi feita a transferência de vários hospitais que decorreu bastante bem, e com satisfação das diferentes populações e das entidades envolvidas", sustentou, dando como exemplo o caso de Anadia.

Paulo Macedo disse que as negociações para a transferência do hospital de Santo Tirso estão "praticamente terminadas" defendendo a necessidade "de haver algum consenso relativamente a essa transferência".

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