Enfrente os maiores agressores da sua pele no inverno

O frio está aí e tem-se feito sentir mas a sua tez não tem de sofrer por isso. Veja o que pode fazer para combater os principais inimigos da sua epiderme nos períodos das baixas temperaturas

Todos os anos, as queixas repetem-se. Mãos geladas, pés húmidos, nariz a pingar, bochechas vermelhas e lábios a escamar. O inverno representa uma série de agressões para a pele, seja por causa dos fenómenos meteorológicos exteriores, seja pelos gestos que adoptamos no dia a dia. Se a pele for seca ou sensível, o problema é agravado e, para além, do aspecto estético, surge por vezes a fragilização da saúde. Mas, este ano não tem de ser assim. Com a ajuda do dermatologista Jorge Rozeira, a saber viver revela-lhe as  melhores estratégias para enfrentar esta estação.

O vento e o frio são os principais agressores da pele no inverno. As baixas temperaturas levam a que as células, responsáveis pela produção de gordura, diminuam sua atividade. A explicação reside no facto de o frio ter «uma acção vasoconstritora, o que, na prática, significa que para assegurar a temperatura junto aos órgãos vitais, outras partes do corpo são negligenciadas», explica o dermatologista. Assim, se o sangue circula com limitações nessas áreas, há também um menor aporte de nutrientes».

«Se, a isso, juntarmos os banhos a temperaturas elevadas e as roupas de lã, o resultado é uma pele fragilizada. Além disso, o aquecimento central, o ar condicionado, a lareira e até a exposição solar, potenciam a desidratação», acrescenta Jorge Rozeira. É, por isso, fundamental que, tal como no verão, continue a ingerir entre um litro e meio a dois litros de água por dia. Se tiver dificuldade, aproveite para beber chás e infusões quentes e também sopas de legumes.

Dolorosas frieiras

São consequência da má circulação sanguínea nas extremidades, sendo mais frequentes nas mãos, pés, nariz e orelhas, as áreas mais expostas ao frio. Embora se trate de uma reacção anormal às baixas temperaturas, são relativamente frequentes, afectando principalmente mulheres e idosos. Os cuidados preventivos são a melhor estratégia para evitar as queixas, sendo que proteger a pele do frio com roupa apropriada, evitar lavar excessivamente as mãos e manter uma temperatura corporal uniforme são os métodos mais eficazes. Luvas, gorro e cachecol, de preferência de materiais naturais, devem estar presentes no dia a dia. Uma atividade física moderada também pode ser útil, pois ativa a circulação.

Lábios gretados

Como reação à secura que o frio e o vento provocam, temos tendência para passar a língua pelos lábios para humedecê-los. Este gesto, aparentemente inocente, tem o efeito contrário ao desejado, já que ao arrefecer os lábios, a ação do vento e do frio será ainda mais agressiva, gerando um ciclo vicioso que termina, muitas vezes, em cieiro. De modo a evitar esta inf lamação da pele, o ideal é proteger os lábios usando diariamente um bálsamo com propriedades calmantes e reparadoras. Um truque que confere uma ajuda extra à reparação da pele é aplicar uma camada generosa de produto antes de dormir.

Vermelho reativo

As pessoas que têm a pele sensível vêem o seu problema agravado com o inverno. A exposição ao frio e, principalmente, a deslocação entre ambientes com temperaturas diferentes leva a pele a reagir, acentuando-se a vascularização. Maçãs do rosto e nariz são as zonas mais atingidas pela vermelhidão, que se traduz também numa maior sensibilização da área afetada, com escamação, prurido e até ferida. Nesta situação, para além de proteger a pele do rosto com um cachecol, por exemplo, deve optar por cosméticos específicos para esta época do ano que ajudam a reforçar a hidratação.

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