O gene da felicidade existe mesmo

A alegria e a boa disposição pode ser genética e passar de pais para filhos. Veja o que dizem algumas das mais importantes investigações sobre o tema levadas a cabo nos últimos anos

Pela primeira vez a ciência, no início desta década, demonstrou uma relação direta entre a felicidade humana e a genética. O estudo da London School of Economics and Political Science que o referiu correu mundo e o gene em causa é o 5-HTT. Responsável por regular o transporte de seretonina no cérebro, este gene pode ter uma variação mais curta ou mais longa e o fator hereditário também desempenha aqui um papel essencial.

Segundo o investigador Jan-Emmanuel De Neve, quando o filho herda, de ambos os progenitores, a variante longa do 5-HTT tem maiores probabilidades de ser feliz. Este está, no entanto, longe de ser o único estudo a associar a felicidade a fatores genéticos e hereditários. Um estudo do jornal Psychological Science feito através da observação de 900 pares de gémeos, publicado em 2008, aponta no mesmo sentido.

De acordo com essa análise, que incidiu sobre gémeos verdadeiros e gémeos falsos, o nosso estado de humor e de felicidade ao longo dos anos depende da carga genética que herdámos. Os investigadores britânicos e australianos que a fizeram vão mesmo ao ponto de afirmar que essa é responsável por cerca de 50% dos traços de personalidade que evidenciamos.

A restante percentagem depende, segundo a mesma fonte, do modo de vida e das condicionais sociais, culturais, económicas e políticas de cada indivíduo. Já este ano, um outro estudo, desenvolvido pela Universidade de Warwik, na Escócia, veio novamente associar a felicidade e a infelicidade à genética. Para desenvolver a experiência, os especialistas juntaram dois grupos de pessoas, um constituído por seres assumidamente felizes e outro por pessoas tristes e infelizes.

Dez anos depois da primeira análise, voltaram a reuni-las e concluíram que as felizes e contentes continuavam otimistas e sorridentes, ao contrário das infelizes, que continuaram a definir-se como pessoas sofridas, pessimistas e até falhadas, nalguns casos. Estes especialistas, que também referem a influência do 5-HTT, garantem que os holandeses são o povo com maior propensão para ser feliz.

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