Divórcio amigável

13 conselhos para não traumatizar os filhos

Esgotadas todas as tentativas de reconciliação, as conversas e o esforço de compreensão de parte a parte, já não há maneira de fugir à realidade.

 

O casamento acabou. E agora, o que fazer para evitar (ainda) mais sofrimento?

Para respondermos a esta questão que se coloca aos casais à beira da rutura, falámos com o psicólogo Vítor Rodrigues e com a terapeuta familiar Cláudia Morais. O resultado é a seguinte lista de estratégias que ajuda a evitar que o divórcio deixe marcas irreparáveis.

A TOMADA DE DECISÃO

1. Assumir que o divórcio é uma situação difícil para todos


Segundo Cláudia Morais, terapeuta familiar, «a separação é um processo muito doloroso mesmo para quem teve a iniciativa de avançar com ela». Estar consciente que o sofrimento é vivenciado também pelo outro é determinante para que possamos gerir a situação. Como refere Vítor Rodrigues, psicólogo, «quando assumimos que os outros também estão a sofrer, tendemos a ser mais empáticos e tolerantes».

2. Comunicar a situação aos filhos em conjunto


A conversa deve decorrer sem atribuição de culpas e adaptando a linguagem à idade dos filhos. «Se as crianças são pequenas é importante centrar as questões num ponto de vista mais prático, garantir-lhes que vão continuar a ter uma casa, quem as ponha na cama, lhes faça mimos ou as leve a passear», exemplifica Cláudia Morais. Para Vítor Rodrigues é fundamental que percebam que os pais se divorciam um do outro mas não se divorciam delas. «É precioso que o digam, mas que também atuem em conformidade», acrescenta o especialista.

3. Admitir que os filhos sabem mais do que os adultos preveem

As crianças estão atentas a tudo, ouvem conversas e fantasiam sobre o que escutaram. É fundamental ouvir os filhos, deixá-los falar à vontade. Todas as perguntas são válidas e devem ser bem-vindas para que, considera a terapeuta, «não haja espaço para fantasmas e se evite, assim, qualquer tipo de culpabilização por parte das crianças».

 

4. Comunicar a decisão à família alargada

A decisão da separação deve ser transmitida aos familiares pelos elementos do casal e não por outras pessoas. «É a única forma de garantir o controlo da situação, evitar boatos e assim prevenir situações desagradáveis», explica a terapeuta.

Comentários