Como terminar um namoro? Quando o seu filho não sabe o que fazer

“O meu filho está a pensar acabar o namoro e não sei o que dizer-lhe… Será que existe uma forma ideal de terminar uma relação?” Aqueles que já se confrontaram com este problema decerto terão concluído que não existem respostas certas e erradas para essa questão. Existe apenas uma única certeza: nunca é fácil

Habitualmente acredita-se que, quando uma relação chega ao fim, quem mais sofre é aquele foi ou se sente rejeitado. Porém, esta crença raramente corresponde à verdade. Para muitas pessoas terminar um namoro pode ser tão ou mais angustiante do que estar no papel contrário. Incerteza, culpa, mal-estar, tristeza, medo, são apenas alguns sentimentos que podem carregar a mente e a consciência de quem quer terminar um namoro.

Todos ou quase todos já passámos por experiências como estas e sabemos o quão dolorosas podem ser. São memórias que não gostamos de ir buscar ao fundo do baú. No nosso interior, torcemos sempre para que não se repitam. Mas… E quando são os nossos filhos a enfrentar dificuldades no namoro? Como devem agir os pais?

Vamos por partes. Primeiro certifique-se que o seu filho precisa ou quer a sua ajuda. É importante que os nossos filhos aprendam a lidar com as suas dúvidas, incertezas e conflitos de forma autónoma e com liberdade para escolher como preferem enfrentar as suas dificuldades. Ainda assim, mostre-se disponível e empático. Poderá dizer algo como: “Imagino que não seja fácil tomar esta decisão. Compreendo que estas angustiado/a” ou “não sei se queres mas se precisares, estarei aqui para conversarmos. Quem sabe se desabafar e falar com outra pessoa não te ajuda a organizares melhor as tuas ideias?!”.

Se o seu filho desejar ou mesmo solicitar o seu apoio, não se apresse a dar respostas precipitadas ou a fazer juízos de valor tais como: “eu sempre achei que não era pessoa para ti” ou “hoje em dia vocês andam sempre a saltitar de namoro em namoro”. Mais do que a sua opinião e perspectiva sobre o namoro deles, momentos como estes carecem de compreensão e das perguntas certas. O seu filho decidirá depois como agir mas, com sorte, fá-lo-á de modo mais seguro e consciente.

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