A importância da relação precoce pais-criança na gestão dos problemas de comportamento

Desde o nascimento, pais e bebé começam a conhecer-se e a estabelecer os moldes da sua relação. As experiências precoces, a forma como os pais dão resposta às necessidades e às formas de interacção do seu bebé, terão implicações não só no bem-estar do bebé mas também no seu temperamento

A procura dos pais para dar uma resposta rápida e eficaz ao seu bebé pode ser vivida com maior ou menor angústia e ansiedade e pode ser intensificada pelas próprias expectativas e crenças que os pais têm sobre o seu novo papel.

Pais extremamente ansiosos tendem a dar respostas apressadas, dando pouco espaço à criança para ela própria tentar acalmar-se ou resolver a sua dificuldade sozinha, como também tendem a ter reações mais abruptas perante situações mais imprevisíveis ou de eventual risco, como numa simples queda.

Pais mais tranquilos provavelmente terão mais em conta as capacidades da criança e darão mais tempo para que tente acalmar-se ou ultrapassar o seu problema. Estes exemplos de atitudes parentais terão diferente impacto na criança e na forma como ela vai desenvolvendo estratégias de autorregulação. Uma criança, mesmo que pequena, a quem se vá dando a oportunidade para aprender a regular os seus estados comportamentais e emocionais, muito provavelmente conseguirá no futuro dar respostas mais satisfatórias a este nível quando o contexto apresentar condições nesse sentido.

Por outro lado, as próprias características do bebé – se chora muito ou pouco, se tem bons ou maus padrões de sono, se é mais ou menos agitado – vão colocar diferentes desafios aos pais que, desde cedo, podem facilitar ou dificultar o seu papel enquanto educadores, aumentando ou diminuindo a sua tranquilidade/stresse e a confiança nas suas competências parentais, como também tendência para dar respostas adequadas e consistentes ao longo do tempo.

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