Família feliz

Como resolver quatro conflitos que envolvem os filhos

Por muito bom relacionamento que um casal tenha, existem sempre focos de discordância, nomeadamente no que se refere à educação dos filhos.

Seja porque um dos progenitores é mais liberal, mais autoritário ou até mais forreta do que o outro, a verdade é que há alturas em que é preciso enfrentar o problema e aprender a fazer concessões.

O psicólogo Vítor Rodrigues diz-lhe o que (não) deve fazer para ultrapassar quatro das divergências mais comuns.

Quando o pai diz uma coisa e a mãe diz outra

É importante que os pais estejam de acordo sobre a educa­ção. E, quando tal não acontece, não devem contradizer a ordem dada, nem discuti-la à frente da criança.

O desacor­do deve resolver-se entre adultos que, juntos, tentarão fazer melhor na próxima vez. Isto porque, para além de exigên­cias contraditórias baralharem a criança, o facto de um dos pais «perder ou ser desvalorizado perante o outro, tende a transmitir que esse género (feminino, no caso mais frequen­te) pode e deve ser desvalorizado», adverte o psicólogo.

Quando existem diferenças religiosas

Como o inte­resse da criança é o mais importante, deve-se informá-la sobre as diferentes religiões e deixar que a decisão seja tomada por ela, diz o psicólogo. «Para escolher algo tão importante como a orientação espiritual, é bom esperar até à ado­lescência, ao momento em que tenha meios de fazer as suas próprias avaliações e de se orientar. As aptidões cognitivas mais diferenciadas, bem como os valores e as orientações de vida preci­sam de tempo para amadurecerem».

É preciso abertura de espírito para reconhecer ao outro o direito a ter uma perspetiva religio­sa, a viver da sua maneira a espiritualidade ou até a não ter vivência espiritual.

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