A importância dos beijos e dos preliminares

As razões por que a estimulação de determinadas zonas do corpo, com a boca, com as mãos ou até com recurso a brinquedos sexuais, nunca deve ser esquecida.

E se as ligações afetivas se resumissem apenas ao acto sexual em si? Seriam banidos os beijos, o toque na cintura que a faz arrepiar, as massagens descontraídas, o contacto com os vários sentidos, incluindo a visão, a audição e o tato. Também se acabariam as festas no cabelo e todos os mimos que tanto aprecia e considera imprescindíveis. Então? Parece-lhe razoável, aceitável e/ou memorável?

Não! Temos, contudo, para si algumas ideias. Ensaie-as as vezes que quiser, sem pressas e até que o espetáculo termine como é desejável. Saiba por onde começar porque tudo tem um começo. Os preliminares! Neste caso, a sedução é o princípio de tudo. E que não se julgue que este processo é feito uma única vez para cada pessoa com quem se mantém, em determinada altura, uma relação afetiva.

É uma palavra cujo significado deve ser recordado com frequência. Há o desejo que serve como ponto de partida. Sem ele, o despertar para os sentidos não acontece. Para que este impulso surja é preciso que seja estimulado, espicaçado. Mutuamente. Não são precisos dois, para dançar um tango? Já agora, que a música toque nas rotações ideais...

Quando o objetivo é o prazer

O toque é o elemento-chave dos preliminares. O órgão mais vasto do corpo humano, a pele, está coberto de células recetoras que transmitem sensações agradáveis ao cérebro. Assim, e antes de qualquer passagem pelos órgãos genitais, estimule outras zonas que conduzem igualmente em direção ao prazer.

Sinta (e faça sentir) as reações que advêm de uma massagem nas costas ou de uma leve passagem pelos seios. Se há momento em que pode exagerar é este. Explore onde e como quiser. Conhecer o seu próprio corpo e o do seu companheiro é fundamental. Este é o ponto de partida para a desejada exploração das muitas sensações que os preliminares podem proporcionar.

Corpo a corpo

Não tenha pudor em explorar o território corporal do parceiro. Conversas, onde cada um confessa as zonas do corpo a que não consegue resistir, troca de afeto e as improvisações que a imaginação ditar são armas muito eficientes na investigação do corpo humano. E não entre em comparações nem assuma como certo o que não sabe. Cada pessoa é única, logo, tem gostos completamente distintos.

Música para os ouvidos

O ato sexual é basicamente uma atividade sensorial onde predominam as sensações auditivas, olfativas, visuais e tácteis. A influência sexual dos sons, sobretudo da música e da voz, é inegável. O ruído dos movimentos respiratórios a partir do primeiro contacto físico pode ser um estímulo que amplia a carga erótica do momento. O som da voz, assim como uma melodia sugestiva, para além de uma forte ação relaxante, dá também ênfase ao prosseguir dos acontecimentos.

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