Homossexuais raptados, torturados e colocados em campo de concentração na Chechénia

A Amnistia Internacional exortou esta quarta-feira (12/04) as autoridades russas para que investiguem as alegadas práticas de rapto e tortura de homossexuais na Chechénia, tendo lançado uma petição a exigir que os responsáveis sejam levados à justiça.

"A Amnistia Internacional (AI) exorta as autoridades russas a encetarem prontamente investigações eficazes aos relatos e testemunhos avançados há dias pelo jornal Novaia Gazeta de que estão a ser raptadas e torturadas pessoas identificadas como homossexuais na república federada russa da Chechénia", indicou em comunicado a organização de defesa dos direitos humanos.

A ONG também exige que os responsáveis por "aqueles crimes sejam julgados em procedimentos que cumpram os padrões internacionais de julgamento justo".

Menos de duas horas depois de a versão em português da petição ter sido lançada, já tinha sido subscrita por mais de 230 pessoas, disse à Lusa uma fonte do gabinete da AI em Lisboa.

A organização considera ser "imperativo" que as autoridades russas tomem "todas as medidas necessárias para garantir a segurança de qualquer pessoa que esteja em risco de perseguição e violência na Tchetchénia devido à sua orientação sexual, real ou como é percecionada".

Por outro lado, convida as autoridades russas a "repudiarem nos termos mais fortes possíveis" quaisquer "atitudes e discursos discriminatórios oriundos de responsáveis governamentais". Para a Amnistia Internacional, o "clima de intolerância e homofobia prevalecente na Tchetchénia é encorajado pelas próprias autoridades da república" russa.

A ativista Natalia Poplevskaya, da Rede Russa LGBT, disse à BBC que pelo menos 100 homossexuais foram conduzidos para um campo de concentração daquele estado.

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