Desafios profissionais no feminino

Especialistas revelam segredos para atingir a sua realização profissional

Terminou a formação académica com êxito, frequenta cursos para aperfeiçoar os conhecimentos e, nos últimos anos, entregou-se de corpo e alma ao trabalho, sem nunca desistir perante as contrariedades. Com filhos ou sozinha, as 24 horas do dia são quase sempre controladas ao minuto, mas o seu desempenho profissional parece longe de ser reconhecido. Saiba, no entanto, que possui as características certas para ser uma mulher de sucesso.

Teresa Correia de Lacerda, presidente da European Women's Management Development International Network (EWMD), casada há 20 anos e mãe de três filhas gémeas de 12 anos, garante que «o segredo do êxito é, antes de mais, acreditar num sonho e persegui-lo com muita determinação, trabalho e disciplina». Chegou o momento de alcançar os seus objetivos. Indicamos-lhe o caminho para se sentir uma mulher realizada.

«Quando há quatro anos me inscrevi como membro na EWMD, uma organização que tem promovido a participação activa da mulher na gestão de topo das organizações ao longo dos últimos 26 anos, estava longe de imaginar o impacto que teria na minha vida pessoal e profissional. O contacto internacional com algumas das mulheres que fazem parte desta organização foi determinante para encontrar a minha missão de vida», recorda.

«E essa missão era a de ajudar as portuguesas a terem um papel mais ativo na sociedade e a tornarem-se líderes nas organizações», refere Teresa Correia de Lacerda, economista, que recorda ainda como iniciou um desafio que acabou por tornar-se uma missão além-fronteiras, quando lhe foi confiada a liderança internacional da ONG.

Definir objetivos

Ter consciência de onde está e para onde quer ir é o ponto de partida para virar a página na sua vida. «Sempre investi no desenvolvimento pessoal e das minhas competências de gestão e de liderança para atingir todos os objetivos que defini como prioritários, sem que o facto de ser mulher fosse encarado como um obstáculo ou uma desculpa», afirma Teresa Correia de Lacerda.

Como explica Paulo Motta Marques, psicólogo clínico, «em primeiro lugar, deve identificar muito bem os objectivos de vida, o que nem sempre é fácil, uma vez que isto implica maturidade e autoconhecimento. Uma vez consciencializados, é necessária persistência e muito trabalho para os atingir. É preciso ultrapassar não só as resistências internas da própria pessoa e as defesas que tendem a manter o sujeito num menor esforço, como vencer obstáculos externos», diz.

Líder emocional

Contrariando o velho mito, Oliver Röhrich, professor na área da liderança e da programação neurolinguística, considera que o sexo feminino possui características mais propícias à liderança. «Não vejo obstáculos no facto de as mulheres serem mais emocionais do que os homens, mas sim vantagens. É mais fácil uma pessoa aprender a ser mais racional do que mais emotiva. Nos Estados Unidos da América, a quota de mulheres em posições de chefia já é bastante elevada e a inteligência emocional do sexo feminino apreciada», sublinha.

«Em Portugal, esta consciência desenvolve-se pouco a pouco, mas a tendência é positiva. Há cada vez mais mulheres a liderar empresas de topo», realça ainda. Paulo Motta Marques esclarece que «faz parte da inteligência emocional o autoconhecimento, o autocontrolo, a capacidade de empatia, de motivar os outros e de se automotivar, mesmo em circunstâncias difíceis (atributos indispensáveis atingir os objetivos propostos)», acrescenta o especialista.

Seja assertiva e mude de atitude

- Estabeleça prioridades. Faça listas de objetivos (de curto, médio e longo prazo)

- Assuma uma postura otimista e evite pensamentos negativos

- Tome decisões e faça escolhas

- Aja de acordo com as suas convicções e não em função da vontade dos outros

- Ao falar, adopte uma expressão facial concordante com a mensagem

Texto: Fátima Lopes Cardoso com Olivier Röhrich (professor na área da liderança e programação neurolinguística), Paulo Motta Marques (psicólogo clínico e professor em psicologia das organizações) e Teresa Correia de Lacerda (economista e presidente da European Women's Management Development International)

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