A chave do sucesso de Isabel Jonet

O percurso da presidente do Banco Alimentar Contra a Fome e da Federação Europeia de Bancos Alimentares Contra a Fome

Licenciou-se em economia na Universidade Católica, trabalhou numa seguradora e no Comité Económico e Social em Bruxelas.

No regresso a Portugal, ofereceu-se como voluntária no Banco Alimentar contra a Fome, apaixonando-se por «esta obra de bem-fazer», como a define.

Chama-se Isabel Jonet e tem 52 anos.

É presidente do Banco Alimentar Contra a Fome e da Federação Europeia de Bancos Alimentares Contra a Fome e esteve na origem de uma polémica depois de ter defendido que «temos todos de empobrecer e muito. Empobrecimento na perspectiva de regressar ao que é mais básico. Não ter expectativas de que podemos viver com mais do que necessitamos, pois não há dinheiro para isso» no programa «Edição da Noite», na SIC Notícias, em novembro de 2012. Fomos conhecê-la melhor.

Como chegou ao Banco Alimentar?

Quando regressei a Portugal, decidi deixar de trabalhar durante seis meses para acompanhar a integração dos meus filhos no ensino português e vim oferecer-me como voluntária ao banco alimentar. Fiquei até hoje. Apaixonei-me por esta obra de bem-fazer e pela capacidade que havia de estruturar um modelo de gestão eficaz um pouco diferente daquele que era usado na área social.

Foi nomeada, em maio de 2012, presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares...

É o reconhecimento de um trabalho de uma equipa fantástica, mas também uma grande responsabilidade, pois existem 245 bancos alimentares.

Qual é o seu objetivo nessas duas funções?

A nossa maior ambição era que não houvesse bancos alimentares. Mas também lutamos contra o desperdício. Recuperamos produtos, levando-os para a mesa de quem tem fome através do canal das instituições de solidariedade social.

O que mais gosta na sua função?

Gosto de lidar com as pessoas e de transmitir uma noção de cidadania. Em Portugal, o voluntariado nunca foi encarado como cidadania ativa, mas como algo que tem a ver com religião e convicção espiritual. No entanto, qualquer que seja a nossa fé ou mesmo que não a tenhamos, temos uma responsabilidade social.

Como vê o futuro de Portugal?

As pessoas têm de estar preparadas para um mau percurso, no qual temos de nos unir e regressar àquilo que é o básico, depois de termos passado anos a encher a nossa vida com coisas que não eram necessárias.

3 regras essenciais para o êxito

Os conselhos de Isabel Jonet para ser bem sucedida em qualquer atividade:

- Muito trabalho
- Saber definir as prioridades
- Organização, porque uma mulher só alcança o sucesso com muita organização para conciliar, em paz consigo mesma, a vida profissional e a familiar

Texto: Rita Caetano

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