A ingenuidade

Não a perca, pois estabelece uma ligação muito forte ao seu eu verdadeiro

Ao longo da minha experiência profissional de duas décadas, observo que um grande número de pessoas, especialmente a partir dos 30 anos, vai perdendo gradualmente a sua ingenuidade.

Creio que este fenómeno é reforçado por determinados preconceitos e estereótipos disfuncionais da nossa sociedade consumista e hedonista. A cultura reforça uma identidade pessoal que nos afasta do nosso eu verdadeiro e da linguagem dos sentimentos.

Em algumas situações, com a ajuda dos nossos pais, da escola, da religião, da política e dos meios de comunicação social, aprendemos a reprimir e a negar a ingenuidade. A juventude é um período fértil em ideais sobre os caminhos que devíamos seguir, durante a vida, no rumo à satisfação pessoal e à alegria de viver. Todavia, as orientações e as escolhas que são oferecidas, pela sociedade, têm a tendência de ser baseadas em considerações demasiado generalistas. Crescemos frustrados e desiludidos, em vez de encontrarmos um significado para o desenvolvimento pessoal.

A ingenuidade é a ausência da malícia, do perfecionismo, da desonestidade e dos falsos moralismos. Na minha opinião, a ingenuidade possui uma ligação muito forte e intensa às atitudes, às emoções e aos comportamentos, refiro-me ao eu verdadeiro. No entanto, e apesar das evidências, em contrário, podemos sempre redescobrir o poder da ingenuidade e expressa-la livremente num contexto social seguro e de confiança.

Veja na página seguinte: o que é a ingenuidade?

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