Viver com esclerose múltipla

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2500 mil pessoas com esta doença.

A doença surge, com mais frequência, entre os 20 e os 40 anos. Se nalguns casos “não se vê”, noutros é bem visível a incapacidade de quem sofre de esclerose múltipla. Conheça esta patologia que afeta cerca de cinco mil portugueses, segundo dados de 2005.

“Quem sofre de esclerose múltipla sabe que tem de enfrentar algumas limitações, mas também sabe que pode ser feliz”, afirma Manuela Neves, da Direção da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

A esclerose múltipla é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central (SNC). É uma doença que surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos e que afeta mais as mulheres que os homens.

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2500 mil pessoas com esta doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Desafios diários

A doença pode tornar-se incapacitante e, como surge numa idade precoce acaba por ter um impacto maior. “É extremamente complicado para um jovem, em plena vida ativa, receber o diagnóstico. É preciso muita coragem”, comenta Manuela Neves.

Mais do que lidar com os sintomas, há que saber enfrentar os estereótipos que imperam na sociedade. “O cansaço extremo é muito habitual e impede-nos de fazer determinadas tarefas ou, pelo menos, de ter a resistência das outras pessoas, também jovens”, diz. E continua: “Nem sempre se vê que a pessoa está doente, logo o cansaço é visto pelos colegas, amigos, familiares e empregadores como preguiça. Isto leva a que muitas pessoas escondam que sofrem de esclerose múltipla até ser possível, o que aumenta a pressão psicológica”.

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