Úlcera mole

Uma doença sexualmente transmissível que aumenta o risco de infeções

A úlcera mole, também conhecida como cancro mole, é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi e caracteriza-se pelo aparecimento de úlceras nas zonas genitais quer do homem quer da mulher.

Apesar de pouco comum, o seu aparecimento é mais prevalente em adultos jovens, particularmente em homens de algumas partes de África, de Ásia e da América Latina, estando nos países industrializados associado à prostituição ou ao consumo de drogas.

Para além desta infeção ser muitas vezes concomitante com a infeção por sífilis, é a causa de doença genital ulcerosa mais comum, aumentando o risco de infeção de outras doenças sexualmente transmissíveis mais graves, como o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ou a hepatite C. Segundo o médico Stam Poupalos, especialista da clínica online 121doc, «O diagnóstico da úlcera mole pode ser difícil, devido à baixa prevalência da doença nos países desenvolvidos, sendo que na maior parte dos casos é contraída durante a viagem e estadia em países subdesenvolvidos, onde a doença é mais prevalente».

Sintomas

Os primeiros sinais e sintomas desenvolvem-se geralmente entre quatro dias a duas semanas após a infeção, caracterizando-se pelo aparecimento de uma ou mais úlceras ou protuberâncias nos órgãos genitais. As úlceras
definem-se por uma aparência mole, com contornos bem definidos, cobertas por uma substância cinzenta ou amarelada.

Apesar de o seu tamanho não exceder normalmente os dois centímetros, são extremamente dolorosas e sangram com facilidade ao toque. Nos homens, é comum desenvolver-se uma única úlcera no prepúcio ou por trás da cabeça do pénis, escroto ou na cabeça do pénis e uretra. Por outro lado, nas mulheres, é mais frequente o aparecimento de quatro ou mais úlceras, sendo a localização mais comum nos grandes e pequenos lábios vaginais, no ânus e na zona perineal.

Por vezes, podem desenvolver-se também úlceras nas coxas e dor ao urinar ou durante as relações sexuais nas mulheres. Em cerca de 50% dos casos não tratados, a bactéria responsável pela infecção infecta os nódulos linfáticos inguinais, tornando-os dolorosos e inchados.

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