Síndrome de HELLP

Não é frequente as mulheres grávidas terem Pré-Eclâmpsia, mesmo assim, a sua prevalência em Portugal atinge os 2 a 3 % das gravidezes. Se não for diagnosticada a Pré-Eclâmpsia progride para a síndrome HELLP.

O que é a Síndrome de HELLP?

É uma complicação obstétrica com risco de morte. HELLP é a abreviação dos três principais elementos da síndrome: Hemólise (destruição de glóbulos vermelhos no organismo); Enzimas Hepáticas (Liver) Elevadas; Plaquetas Baixas (Low).

Há mulheres com maior propensão à Pré-Eclâmpsia na medida em que se registam situações mais frequentes nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos.

Por outro lado, as complicações para os bebés nascidos de mulheres com Pré-Eclâmpsia são igualmente de elevado risco. Estes recém-nascidos têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco tempo depois do parto, do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Normalmente os recém-nascidos são pequenos porque a placenta não funcionou bem ou porque são prematuros.

Após o nascimento do bebé a mãe deve ser vigiada de perto controlando a sua tensão arterial que normalmente regulariza depois do parto, mas pode levar algumas semanas.Nas primeiras 48 horas a seguir ao parto a pressão arterial da mãe é monitorizada, deve continuar a controlar a pressão durante o período que se segue.

Qual o tratamento para a Pré-Eclâmpsia?

Não existe tratamento específico para a Pré-Eclâmpsia, deve fazer-se repouso, controlar a hipertensão arterial, fazer o controlo das convulsões e a prevenção da sua recorrência. O tratamento definitivo é o nascimento do feto e a extração da placenta.

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