Síndrome de Asperger

Uma disfunção do espetro do autismo que afeta a interacão social, a comunicação e o pensamento abstrato

A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental definida como uma disfunção do desenvolvimento que se manifesta sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento.

A grande diferença entre esta síndrome e o autismo «puro» é o facto de os portadores não apresentarem atraso global no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem.

As suas causas não são ainda totalmente compreendidas. Atualmente, acredita-se que é provocada por um conjunto de fatores neurobiológicos de base genética que afetam o desenvolvimento cerebral do paciente. O paciente (vulgarmente denominado «aspie») nasce com a síndrome, que só se manifesta, geralmente, na idade escolar.

Sintomas

Embora esta disfunção tenha origem num funcionamento cerebral particular (afeta a forma como o cérebro processa a informação), não existe nenhum marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais, tais como interesses limitados, comportamentos rotineiros, peculiaridade do discurso e da linguagem, perturbação na comunicação não-verbal e descoordenação motora. Os «aspies» são, por isso, muitas vezes apelidados de estranhos, excêntricos, diferentes, extravagantes ou esquisitos.

Tratamento e evolução

Não existe tratamento. O diagnóstico precoce feito por um especialista é essencial no sentido da adoção de um estilo de vida familiar que estimule as aptidões sociais da criança.

Inscrevê-la em atividades extra-curriculares e informar os professores são algumas das atitudes a tomar. As consequências sociais da doença podem ser atenuadas com o apoio à integração da criança e à sua aprendizagem. Muitos adultos «aspies» são bem sucedidos profissionalmente em áreas criativas ou científicas.

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