Os últimos anos na investigação do cancro do pulmão

O tratamento do Cancro do Pulmão tem sofrido nos últimos anos grandes e valiosos avanços. Fernando Barata, Presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão e diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, um dos maiores, dá a conhecer as opções e diz que a evolução deixa margem para o pensamento positivo.

Atualmente são diagnosticados anualmente em Portugal cerca de 4000 novos casos de Cancro do Pulmão. Os homens continuam a ser os mais afetados, mas a percentagem de mulheres tem vindo a aumentar e os especialistas não têm dúvidas de que o Tabaco é o inimigo número um no combate a esta patologia.

No entanto, quanto a doença está já instalada nada mais resta do que passar à fase de tratamento e essa é uma área em que a ciência muito tem evoluído nos anos mais recentes, com novas e mais eficazes soluções, que para além de melhores resultados possibilitam também aos doentes uma melhor qualidade de vida.

Fernando Barata é presidente do Grupo de Estudo do Cancro do Pulmão (GECP) e Diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e conhece bem esta realidade. Realça que muito tem sido feito nos tempos mais recentes e dá a conhecer os caminhos possíveis para os doentes a quem é diagnosticada a doença.

"Os últimos anos têm sido caracterizados por avanços significativos nas várias áreas de tratamento do Cancro do Pulmão, nomeadamente a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e também nas novas terapêuticas biológicas", começa por enumerar este especialista, que explica que a lobectomia – extração cirúrgica do lóbulo do pulmão – e a pneumectomia – extração cirúrgica dum pulmão - são ainda as terapêuticas de eleição para o cancro do pulmão diagnosticados numa fase precoce, cirúrgica. Inovadora é a possibilidade de recurso a técnicas mais poupadoras em indivíduos que têm uma capacidade respiratória ou cardíaca limitada.

Já nos casos em que o doente se apresenta numa fase loco-regional da doença, com envolvimento ganglionar a nível regional, o pneumologista esclarece que a terapêutica de eleição é claramente fazer quimioterapia e radioterapia conjuntamente.

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