O que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas com doença respiratória crónica?

Reabilitação Respiratória é uma intervenção baseada num programa individualizado
Os doentes respiratórios crónicos que têm doenças como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que engloba a Bronquite Crónica e o Enfisema, e também outras doenças como a asma, as bronquiectasias, a fibrose pulmonar e a fibrose quística, apresentam lesões nos pulmões (brônquios e/ou alvéolos).



Estas provocam, habitualmente, queixas como o desconforto a respirar/falta de ar (dispneia), tosse e expetoração (catarro), cansaço a realizar as atividades do dia-a-dia e muitos doentes são mesmo incapazes de realizar atividades simples como tomar banho ou fazer a barba.



O que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas com doença respiratória crónica?



As opções terapêuticas são promover a cessação tabágica nos fumadores; a utilização de fármacos para reduzir os sintomas, a frequência e a gravidade das exacerbações; a utilização das vacinas influenza e pneumocócica; o apoio nutricional; a oxigenoterapia; a ventilação não-invasiva; e a reabilitação respiratória, que é considerada uma intervenção fundamental em todos os doentes com dispneia e com diminuição da tolerância ao esforço nas atividades do dia-a-dia.



A Reabilitação Respiratória: O que é?



A Reabilitação Respiratória é uma intervenção abrangente e interdisciplinar dirigida aos doentes respiratórios crónicos, realizada por profissionais de saúde (médico, fisioterapeuta, psicólogo, enfermeiro, nutricionista, entre outros). Baseia-se numa avaliação rigorosa, que permite elaborar um programa de reabilitação individualizado, que inclui o exercício físico e educação, desenhados para melhorar a condição física e psicossocial e promover a adesão a longo prazo de comportamentos promotores de saúde.



Quais os benefícios?



A Reabilitação Respiratória tem sido muito investigada e os benefícios comprovados são o aumento da tolerância ao esforço, a melhoria da capacidade funcional para as tarefas diárias, a redução dos sintomas (dispneia, tosse, expetoração), a redução da ansiedade e depressão, a diminuição do número de hospitalizações, uma recuperação mais rápida após uma exacerbação, a melhoria da qualidade de vida, e uma maior eficácia do doente em gerir a sua doença.

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