O coração também precisa de tempo

7 fatores de risco que você pode controlar

Diz o prestigiado cardiologista Valentín Fuster que «é necessário reservar um momento todos os dias para nós mesmos, somente para pensar. Parar uns minutos é bom para o coração».

Também diz que, apesar das pressas da sociedade atual, foram poucos os doentes com doenças coronárias que se queixavam apenas de stresse. «Quase sempre há por trás outros fatores de risco, como o colesterol alto, o tabagismo, a hipertensão… O stresse pode desencadear um enfarte, mas nunca é a sua causa», refere ainda.

Sem dúvida que para ter um coração saudável não há uma fórmula mágica, há que atuar em muitas frentes, nomeadamente estando atento aos fatores de risco que se seguem.

TENSÃO ARTERIAL

Para que o sangue circule, o coração deve bombeá-lo a uma determinada pressão, que é a adequada quando permite que os tecidos recebam o sangue de que necessitam em cada momento. Se a tensão está abaixo desse nível óptimo, falamos de hipotensão, se está acima é conhecida por hipertensão. A última é muito mais frequente e castiga as artérias, que se tornam rígidas e mais estreitas, dificultando a irrigação sanguínea, levando a que o coração tenha de fazer muito mais esforço para fazer o sangue circular.

O que pode fazer?

Medir a tensão com regularidade. Se os valores foram iguais ou superiores a 140 (máxima) e 90 (mínima) – ou 14/9, como normalmente dizemos – vá ao médico, é sinal de hipertensão. Para prevenir este problema, faça exercício físico, controle o peso, não fume e siga uma dieta saudável, equilibrada, com pouco sal e muitos frutos e legumes crus.

Há tratamento?

Sim, existem vários medicamentos seguros e eficazes, mas é essencial ter uma alimentação saudável, com pouco sal e fazer exercício físico regular. Não se automedique, nem abandone os tratamentos prescritos pelo médico.

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