Emoções na menopausa

Vítor Rodrigues, psicólogo clínico, explica as alterações físicas e psicológicas que afectam a mulher nesta etapa da vida

A menopausa pode variar nos seus efeitos e na sua intensidade, dependendo das condições gerais de saúde da pessoa envolvida, da idade, do seu estado mental e, claro, da velocidade das alterações hormonais.

O aumento de peso é frequente embora, claro, com alguns cuidados dietéticos e exercício físico possa ser controlado. Por outro lado, a irritabilidade, humor depressivo e instabilidade emocional são consequências igualmente frequentes.

Há a considerar, por um lado, as mudanças fisiológicas em si, que são ricas em consequências, e, por outro, os efeitos psicológicos. Para algumas mulheres, a ideia de deixarem de ser férteis pode ser encarada como sinónimo de envelhecimento enquanto, para outras, assinala maturidade, maior liberdade sexual e/ou uma nova etapa de vida.

Além disso, os sintomas físicos em si também podem ter impacto psicológico variável consoante as características de cada pessoa, acrescenta ainda o especialista.

As terapias de substituição hormonal têm demonstrado bons resultados (nomeadamente recorrendo a fitoestrogéneos) e podem ser indicadas, dependendo da opinião médica. Julgo que é muito importante um misto de assistência médica e psicológica.

Por exemplo, é importante perceber que, após a menopausa, há muito tempo para uma vida social, laboral, afectiva, sexual e espiritual agradável, produtiva e bem sucedida e que, mesmo quando já se aproxima a velhice, é possível envelhecer majestosamente.

Sabia que...

  • Quando uma mulher regista, durante mais de 12 meses, a ausência de menstruação, confirma-se que atingiu a menopausa.
  • A idade mais comum para o início desta fase ronda os 50 anos mas, em alguns casos, pode surgir antes dos 40 anos, sendo considerada uma menopausa precoce.

Texto: Vítor Rodrigues (psicólogo clínico)

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