Como prevenir e atuar perante os sinais de desidratação

A desidratação é um problema comum e causa frequente de internamento hospitalar em seniores

A exposição a períodos de calor intenso constitui uma forte agressão para o organismo e, à medida que envelhecemos, o risco de desidratação é maior, não ocorrendo apenas no verão – embora as temperaturas elevadas próprias desta estação signifiquem que os seniores devem tomar precauções acrescidas. Segundo o European Hydration Institute, a desidratação é um problema comum e causa frequente de internamento hospitalar em seniores. São várias as causas associadas ao processo de envelhecimento que contribuem para aumentar o risco de desidratação. Fique a conhecê-las e saiba como evitar situações que podem ser graves.

Envelhecimento e desidratação

Com o avançar da idade é normal sentir-se menos sede, o que se pode dever à toma de variados fármacos, já que alguns destes podem provocar a perda de água através da urina, bloquear o mecanismo responsável pela sede e afetar a hidratação de várias formas. A função renal também declina com a idade, o que significa que existe uma maior perda de água e uma maior necessidade de a repor. Por outro lado, a mobilidade reduzida de alguns seniores pode levar a que tenham dificuldade em levantar-se para beber água logo que sintam sede e/ou que evitem deliberadamente ingerir líquidos para reduzir o número de visitas à casa de banho. A perda de memória associada ao processo de envelhecimento poderá levar a que a pessoa não se lembre da última vez que fez a última refeição e/ou ingeriu líquidos e que não se hidrate com a regularidade desejável.

Consequências da desidratação

De acordo com dados do European Hydration Institute, a desidratação em pessoas com mais de 65 anos pode ser muito grave e, até, causa de morte. A desidratação pode ter várias consequências: aumenta o risco de quedas, infeções do trato urinário, obstipação, doença dentária e patologias pulmonares, entre outras. Pode, inclusive, comprometer o bom funcionamento cerebral.

Regras para prevenir a desidratação

Para além dos
princípios básicos para prevenir qualquer estado de desidratação – como
evitar a exposição excessiva e desprotegida ao sol –, é necessário estar
atento e seguir à risca algumas regras fundamentais:

1.
Segundo a European Food Safety Authority (EFSA), um adulto do sexo
masculino deve ingerir 2,5 l de água diariamente, enquanto uma adulta do
sexo feminino deve ingerir 2l de água por dia;

2. O chá, sopa,
sumos de fruta ou de vegetais e o leite têm um teor elevado de água e
são escolhas que contribuem para a ingestão diária de água recomendada.

3.
É necessário beber água mesmo que não sinta sede, aumentando a sua
ingestão nos picos de calor. Se tiver dúvidas em relação à quantidade
adequada que deve ingerir existe um indicador de que o nível de
hidratação está a ser suficiente: a urina deverá ser abundante, clara e
sem cheiro.

4. A alimentação deve ser fracionada e rica em fruta, produtos hortícolas e hidratos de carbono complexos.

5. Deve-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e bebidas com elevado teor de açúcar.

6. Sempre que possível deve-se evitar a toma de diuréticos;

7. O vestuário deve ser leve e confortável;

8. O sénior deve evitar atividades muito exigentes fisicamente.

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