Como lidar com o síndrome de pânico?

Este transtorno conta com sintomas tão extremos que quem sofre do mesmo pode acreditar que tem algo muito pior do que tem na realidade, há um claro sentimento de dor maior do que o real. Conheça mais sobre esta doença que é mais do que um simples transtorno de ansiedade.
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A síndrome do pânico ou transtorno de pânico é uma enfermidade em que há crises de ansiedade inesperadas e intensas, causando um grande medo e desespero em quem as têm. É comum que quem sofre dela tenha a impressão de que irá morrer por ataque do coração, uma vez que os sintomas relacionados são taquicardia, tonturas, suor, falta de ar, formigueiro, dores no estômago e náuseas. Pessoas que são diagnosticadas com síndrome do pânico sofrem não somente durante as crises, mas também no intervalo que há entre elas, por medo de passar novamente pela experiência, uma vez que não há como prevenir ou saber quando ocorrerão novamente.

Quais as causas?

As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a ciência acredite que um conjunto de fatores possa desencadear o desenvolvimento deste transtorno, como:

Genética;

Stresse;

Temperamento forte e suscetível ao stresse;

Mudanças na forma como o cérebro funciona e reage a determinadas situações;

Alguns estudos indicam que a resposta natural do corpo a situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Apesar disso, ainda não está claro por que esses ataques acontecem em situações nas quais não há qualquer evidência de perigo iminente.

Que diferença existe entre ansiedade normal e a que caracteriza a síndrome do pânico?

Sabemos que a ansiedade é um estado natural ao ser humano. Sofremos com o trânsito, com a correria do dia-a-dia, os prazos para a entrega de trabalho, os filhos, as contas no final do mês. São comuns momentos em que há dificuldades para dormir na véspera de um dia importante ou uma entrevista de emprego. Essa ansiedade, apesar de incómoda é também positiva, quando em um contexto, para que nos esforcemos mais e consigamos melhores resultados. Já a ansiedade patológica é desproporcional ao contexto em que ocorre, e tão intensa e repetitiva que prejudica a vida social, profissional e pessoal de quem a tem. O coração disparado, o medo, a boca seca e o suor seriam esperados se estivéssemos em um assalto, porém não quando em casa ou em um aniversário de amigos. Na verdade bastam 30 segundos para o paciente que estava a sentir-se bem, ser tomado pelos sintomas descritos, acompanhado da sensação de que algo trágico irá acontecer como a morte ou o enlouquecimento.

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