Clostridium difficile: Uma grave infeção hospitalar

O Clostridium difficile (Cdiff) é uma bactéria que existe no intestino dos humanos e de outros animais, sendo eliminada nas fezes, pelo que também existe no solo. Porque não precisa de oxigénio para viver, faz parte das bactérias anaeróbicas. Geralmente não causa doença.
créditos: MARIO CRUZ/LUSA

O que é?

O Clostridium difficile (Cdiff) é uma bactéria que existe no intestino dos humanos e de outros animais, sendo eliminada nas fezes, pelo que também existe no solo. Porque não precisa de oxigénio para viver, faz parte das bactérias anaeróbicas. Geralmente não causa doença.

As formas agressivas do Cdiff, capazes de causar doença, resultam quase sempre da sua transformação após toma de antibióticos. Na verdade, praticamente todos os antibióticos podem provocar o aparecimento dessas variantes mais agressivas.

As variantes agressivas podem também permanecer durante muito tempo no ambiente, sob a forma de esporos.

Como se transmite?

O Cdiff transmite-se por via fecal-oral, ou seja, através da sua ingestão sob a forma de esporos, os quais são facilmente ingeridos quando as mãos não lavadas são levadas à boca ou quando alimentos deficientemente lavados são ingeridos. No intestino, sob a acção de antibióticos utilizados para tratar outras infecções, os esporos germinam e originam doença.

Como se manifesta a doença causada por Cdiff?

O Cdiff pode originar uma grande variedade de manifestações, indo de simples dores de barriga, a diarreia e febre, ou mesmo até formas mais graves que obrigam a hospitalização e até intervenção cirúrgica urgente, por grande dilatação do cólon e obstrução intestinal com marcada desidratação e choque.

Quando pensar em infeção por Cdiff?

Deve pensar-se neste diagnóstico sempre que exista toma prévia de antibióticos e surjam sintomas tais como diarreia, febre ou dores de barriga intensas. Geralmente não existem vómitos, o que permite excluir gastroenterite aguda.

O mesmo deve ser tomado em consideração quando existe diarreia num doente que contactou com outros com diarreia, especialmente nos lares ou hospitais, ou nos doentes que fizeram previamente tratamentos oncológicos. E, na verdade, em qualquer doente com idade superior a 65 anos que apresente diarreia com febre e sem vómitos, sem uma causa conhecida.

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