Cancro do colo do útero

Aprenda a defender-se desta doença

O carcinoma do colo do útero (a parte inferior e mais estreita do útero, que o liga à vagina) é o tumor maligno genital mais frequente em Portugal, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG). Afeta sobretudo mulheres com mais de 40 anos.

Esta doença tem na origem o vírus do papiloma humano (HPV), que se transmite por contacto sexual ou de pele com pele, um vírus que também atinge mulheres mais novas, pelo que nenhuma faixa etária está a salvo.

Existem cerca de 15 tipos «podem provocar anomalias nas células do colo do útero e, assim, evoluir para cancro», refere a Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero (ECCA).

Sinais de alarme

Estes são alguns sintomas a que deve estar atenta:

- Hemorragia vaginal após as relações sexuais, entre períodos menstruais regulares ou após a menopausa
- Aumento do corrimento
- Períodos menstruais mais prolongados e intensos do que o habitual
- Dor na região genital
- Dor durante as relações sexuais

O que pode fazer para prevenir este cancro

Indicada para mulheres entre os nove e os 26 anos, segundo a SPG, a vacinação contra o HPV protege, durante quatro a cinco anos, contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, os mais frequentes no cancro do colo do útero (16 e 18) e nos condilomas genitais e do trato respiratório.

Use o preservativo em todos os contatos sexuais. O HPV transmite-se mesmo quando não há penetração. Quanto maior o número de parceiros sexuais maior o risco de cancro do colo do útero. O risco é ainda acrescido se teve relações sexuais com homens que tiveram muitas parceiras sexuais.

Faça o exame de Papanicolau. É a única forma de detetar células cervicais pré-cancerosas. Se forem detetadas nas fases iniciais, são facilmente removíveis, o que previne a evolução para cancro. Mesmo que tenha sido vacinada terá de se submeter ao rastreio.

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