A perda auditiva é um problema de saúde pública

Um estudo recente mostra que 50% dos portugueses com mais de 50 anos não ouve bem e tem algum tipo de perda auditiva.

Destes, 72% acredita que a audição piorou com a idade, o que é normal, embora não deva levar as pessoas a resignarem-se e a isolarem-se. É preciso agir rápido para prevenir ou solucionar rapidamente essa possível perda antes que seja irrecuperável.

É fundamental estar atento a possíveis sintomas que indiquem perda de audição. Não entender determinadas palavras, a dificuldade para seguir uma conversa ou para ouvir rádio ou televisão são só alguns deles. E a chave é atuar rápido. Não o fazer, como assinalam os especialistas, pode piorar os problemas de audição e gerar consequências negativas, como um progressivo isolamento social, abandono ou mudanças de rotinas.

Numa sociedade cada vez mais envelhecida como a portuguesa, este é um problema de saúde pública.

Em Portugal há cerca de um milhão de pessoas com perda auditiva. Esta pode manifestar-ser em qualquer idade, com igual incidência em ambos os sexos. No entanto, a maior parte das pessoas vai, de facto, perdendo a audição de forma progressiva à medida que a idade vai avançando, o que explica a elevada ocorrência desta situação na população mais sénior. As últimas avaliações apontam para que 60% da população nacional, com mais de 65 anos, venha a sofrer desta complicação até 2015.

Apesar destes números, não são só os mais velhos que sofrem de perda auditiva. Em Portugal temos assistido a um crescimento do número de crianças com perda auditiva. Três em cada mil crianças nascem já com problemas auditivos, números que indicam a necessidade de um rastreio geral à nascença, ainda por implementar na maioria dos hospitais portugueses.

É preciso que estes temas sejam debatidos para que seja criada uma maior prevenção por parte das famílias e dos hospitais. É fundamental que as pessoas estejam mais alerta para a perda auditiva infantil.

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