Ómega 3! As gorduras que não deve dispensar

Num tempo onde para o tratamento da maioria doenças imperam os tratamentos farmacológicos, muitos acreditam que através de suplementos ou melhorias específicas na alimentação, podemos alcançar melhores benefícios de saúde e de uma forma mais natural.

Os ácidos gordos ómega 3 são gorduras essenciais e podem ser uma forte proteção contra alguns problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares.

Num tempo onde, para o tratamento da maioria doenças imperam os tratamentos farmacológicos, muitos acreditam que através de suplementos ou melhorias específicas na alimentação, podemos alcançar melhores benefícios de saúde e de uma forma mais natural.

Para perceber um pouco melhor, as gorduras do tipo ómega 3 podem ser obtidas através de fontes animais ou vegetais.

No caso da sua origem ser animal, encontramos o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA). Quando a origem é vegetal obtemos o acido alfa-lipoico (ALA). São estes os ácidos gordos específicos que têm uma forte ligação com a prevenção de problemas de saúde.

De acordo com os estudos científicos a maioria dos benefícios dos ómega 3 estão relacionados com os alimentos de origem animal, através dos ácidos gordos EPA e DHA e não com os de origem vegetal, ALA.

O ácido alfa-linoico (ALA), de origem vegetal pode ser encontrado na linhaça ou na chia. Este ácido gordo não é absorvido diretamente, sendo convertido para ácido eicosapentaenoico (EPA) e docosa-hexaenoico (DHA), mas num rácio muito baixo.

Isto significa que mesmo que consuma ómega 3 (ALA) proveniente de fontes vegetais em abundância, apenas uma pequena parte vai ser convertida em EPA e DHA e absorvida pelo organismo.

Com isto, não quer dizer que deva evitar as fontes vegetais de ómega 3, mas sim que deva ingerir preferivelmente fontes de origem animal, combinando entre as duas o seu consumo, num rácio sempre favorável às fontes de origem animal.

Nas últimas duas décadas centenas de estudos realizados, têm demonstrado que os benefícios dos ácidos gordos ómega 3 vão mais além do que a saúde cardiovascular, podendo também ser um aliado à melhoria das funções cognitivas e nas doenças auto-imunes como a lúpus ou a artrite reumatóide, entre outras.

Apesar destas evidências a maioria das pessoas não consome quantidades suficientes de gorduras do tipo ómega 3, tornando-as deficientes neste nutriente. Esta carência nutricional pode aumentar o risco de desenvolvimento de várias doenças como o enfarte do miocárdio.

Desta forma, e numa perspectiva preventiva de saúde, torna-se essencial o consumo destas gorduras, seja através de uma alimentação fortalecida ou através de suplementos alimentares.

Pontos a reter sobre o consumo de ómega 3

Cada vez mais encontra alimentos fortalecidos com ómega 3, como o caso dos ovos ou leite. Tenha em atenção o tipo de ómega 3 que oferecem pois grande parte é enriquecida em ALA, devido ao seu custo mais baixo.

Existem fontes de ómega 3 de origem vegetal, como as sementes de chia (ALA), mas que têm menos benefícios quando comparados com o peixe, devido à diferença como o corpo processa estes nutrientes.

Por vezes torna-se difícil obter as quantidades adequadas de ómega 3 proveniente dos alimentos pelo que a suplementação pode ser uma boa opção.

As recomendações sobre a quantidade de ómega 3 que deve ingerir, encontram-se entre as 200mg e as 500mg dia.

Existem evidências cientificas que apoiam o consumo de ómega 3 na recuperação de episódios de enfarte do miocárdio.

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