Brócolos

Um alimento anticancerígeno

Pertencem à família das brassicáceas, a mesmo do nabo, das couves e da mostarda.

Um estudo realizado em 2010 pelo Departamento de Oncologia da Universidade de Atlanta, nos EUA, afirma que vários vegetais são úteis para o tratamento do cancro, destacando os brócolos, um vegetal rico em vitaminas B2, B3, B5 e C, betacaroteno, ferro e magnésio, o alho, a cebola, o chá verde, os citrinos, a soja, o tomate, os frutos do bosque e o gengibre.

«São baratos, seguros e têm biodisponibilidade oral», afirmam os autores do estudo. Num estudo com 12 fumadores, publicado no jornal Biofactors, em 2004, o consumo de 100 g de brócolos frescos diariamente durante uma semana teve um efeito notório nos marcadores de stress oxidativo na diminuição do colesterol total e LDL (colesterol mau) e na subida do HDL (colesterol bom).

Num estudo realizado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Tóquio, em 2009, 48 pacientes infetados com H. Pylori comeram brócolos (70 g/dia) ou alfalfa (grupo placebo). Ao fim de oito semanas, os marcadores de colonização pela bactéria diminuíram apenas no grupo a ingerir brócolos.

Princípios ativos

São ricos em 3-indol-carbinol, uma das substâncias mais estudadas atualmente para o tratamento e prevenção de vários tipos de cancro. Contêm também sulforano (SGS), um potente antioxidante e anti-inflamatório que estimula a apoptose (morte celular) em células cancerígenas e inibe a angiogénese (formação de vasos sanguíneos) pelos tumores bem como a formação de metástases pela inibição da migração celular. Além disso, são um antibiótico de largo espetro muito forte contra bactérias gram-positivas e negativas, principalmente a Helicobacter pylori.

Principais propriedades

São usados em oncologia como um dos principais alimentos e como suplemento, sob a forma de 3-indol-carbinol. Utilizam-se como coadjuvante no tratamento do cancro do cólon, pâncreas, pulmão, pele, bexiga, próstata, estômago e leucemia.

Os brócolos atuam na inibição da oxidação do colesterol LDL mau e dos marcadores de stress oxidativo em fumadores, na diminuição da hipertensão e da inflamação endotelial (parte interna das artérias), no tratamento de úlceras de estômago e ainda no tratamento de doenças cardiovasculares, vasculares, respiratórias, artrite reumatoide e degeneração macular.

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